“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”Thiago,3/17

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João – 15:7

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Informe Espiri-tista

Toma Posse a nova diretoria da FUNTARSO / Rádio Rio de Janeiro.


No último dia 18 de abril (sábado), o Conselho Curador da Fundação Cristã-Espírita Cultural Paulo de Tarso (FUNTARSO), entidade operadora da Rádio Rio de Janeiro (1400 KHz AM), elegeu e empossou, em Assembléia Geral Ordinária, a sua nova Diretoria, composta pelos seguintes membros (com os correspondentes endereços eletrônicos de contato):

Presidente: Dr. Jadiel João Baptista de Oliveira (presidência@radioriodejaneiro.am.br);

Vice-Presidente: Sr. Gerson Simões Monteiro (vicepresidente@radioriodejaneiro.am.br);

Secretário: Sr. Newton de Oliveira Leal (diretoria@radioriodejaneiro.am.br);

Tesoureiro: Sr. Antonio Celente Videira (diretoria@radioriodejaneiro.am.br);

Diretor de Radiodifusão:
Sr. Átila Roberto de Castro Miranda (diretoria@radioriodejaneiro.am.br);

Diretor Administrativo:
Sr. Roberto do Nascimento Vitorino (diretoriaadministrativa@radioriodejaneiro.am.br);

Diretora de Promoção:
Sra. Maria José Gomes da Silva (diretoria@radioriodejaneiro.am.br);

Diretor de Marketing: Sr. Cristiano Alves Moreira (marketing@radioriodejaneiro.am.br).

O mandato da nova Diretoria da FUNTARSO / Rádio Rio de Janeiro terá a duração de três anos, de abril de 2009 a abril de 2012.

Espiri-tista

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Desencarnação de BEZERRA DE MENEZES

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, nascido em 29 de agosto de 1831, na antiga Freguesia do Riacho do Sangue no Estado do Ceará, desencarnou no Rio de Janeiro em 11 de abril de 1900, aos 69 anos de idade, e com excelente histórico de dedicação e trabalho em prol do seu semelhante, o que o tornou conhecido como o Médico dos Pobres. De família humilde, enfrentou e venceu as muitas dificuldades de sua vida, até se tornar o grande exemplo a ser seguido todos nós.

Tornou-se espírita quando o Dr. Carlos Travassos presenteou o então deputado Bezerra de Menezes com um exemplar de O Livro dos Espíritos, entregando-o com uma dedicatória, como na época ele morava na Tijuca, a uma hora de viagem de bonde, aproveitou o tempo para lê-lo e se encantar, a ponte de confessar mais tarde: “parece que eu era espírita inconsciente, ou, mesmo como se diz vulgarmente, de nascença". No dia 16 de agosto de 1886, um auditório de cerca de duas mil pessoas da melhor sociedade enchia a sala de honra da Guarda Velha, na rua da Guarda Velha, atual Avenida 13 de Maio, no Rio de Janeiro, para ouvir em silêncio, emocionado, atônito, a palavra sábia do eminente político, do eminente médico, do eminente cidadão, do eminente católico, Dr. Bezerra de Menezes, que proclamava a sua decidida conversão ao Espiritismo.

No ano de 1894, em face das dissensões reinantes no seio do Espiritismo brasileiro, alguns confrades, tendo à frente o Dr. Bittencourt Sampaio, resolveram convidar Bezerra a fim de assumir a presidência da Federação Espírita Brasileira.

O Dr. Bezerra de Menezes segue na espiritualidade com sua obra de dedicação e amor aos seus irmãos em humanidade atendendo ao ensinamento de Jesus “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Recentemente teve sua vida e obra retratadas pelo filme: “Bezerra de Menezes, Diário de um Espírito”, que se transformou em grande sucesso de bilheteria em todo o Brasil.


Espiri-tista

quarta-feira, 15 de abril de 2009

PSICOGRAFIA!


Palavras de Josepha!

Aproveita bem tuas oportunidades!

Não leva tua vida de forma tão mecânica e automática, como se não fosses um ser com as qualidades morais que és e com os recursos sublimes inerentes ao Espírito Imortal criado para a perfeição, e, procura desfrutar desse teu estado atual de filho de um Deus que te ama e te reserva sempre o melhor. Procura te conscientizar de que segues a caminho de dias melhores, que te aguardarão com as maravilhas da felicidade e da pureza de espírito Superior.

Não te deixes levar pelas circunstâncias adversas dos dias de tua realidade atual, pois, não será sempre assim nos caminhos pelos quais seguirás no futuro, que depende simplesmente de tua vontade de melhorar o teu porvir, plantando hoje a semente da paz e do progresso que tanto tens negligenciado em tuas obras anteriores.

O tempo urge, e preciso se faz, que saibamos utilizá-lo de forma a nos beneficiar das horas que nos foram concedidas, para tirar o melhor proveito no trabalho da lavoura interior, onde a plantação do bem e do amor em nossos corações, devem se transformar em boas e dignas ações diárias, garantindo uma colheita futura de benefícios que nos credenciarão a experiências mais auspiciosas e de acordo com nossas expectativas, para trilharmos com menos dificuldades e empeços os caminho que nos estão reservados na conquista paulatina dos valores nobres do Ser divino que somos.

Trabalha, dedicadamente na conquista de tua libertação dos atavismos que amealhavas como se fossem jóias preciosas no teu ontem equivocado, e, abandona definitivamente os instintos primitivistas que armazenastes em teu mundo íntimo, a te induzir na busca dos prazeres enganosos da matéria, e segue na luta contra ti mesmo, efetuando teu progresso individual aprimorando em teu interior os valores positivos da ética, da moral e da Luz do conhecimento, que te alçarão a vôos muito mais altos e empreendedores.

Solicita a ajuda de Jesus, ora trabalha e espera confiante.

Josepha

Por: Francisco Rebouças

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Rádio Espírita

Rádio Fraternidade


Prezados companheiros de lide espírita, o nosso amigo Rubens de Castro Filho, dedicado trabalhador da Seara Espírita, nos solicita a divulgação e a audiência para a Rádio Fraternidade a emissora do Bem na Internet, que se propõe a divulgação da doutrina espírita, conforme planejamento descrito abaixo:

"Além da música vamos reapresentar os programas gravados Fonte Viva de Luz e Elucidações Espíritas. Pretendemos fazer, via internet, novos programas ao vivo. Vamos ter também os programas Dimensão Espírita e Estudando o Espiritismo. As mensagens do Momento Espírita também estão na programação, bem como mensagens na voz do querido Chico Xavier.

Tem o espaço Conversando com Divaldo Franco em que aproveitamos o material bem produzido pela TV Mundo Maior e o Programa Transição. As palestras e seminários espíritas também terão vez (temos vários expositores, falando sobre temas variados). Além disso na programação teremos as rádio-novelas(Nosso Lar, Há 2000 anos, Sexo e Destino), os contos preparados pela equipe de Teatro Iluminarte, Momento de Prece, notícias, comentários e muito mais.

Para que o projeto realmente se transforme, consolide precisamos da sua ajuda. E a ajuda que VOCÊ pode dar é simples: DIVULGAÇÃO. Divulge o endereço http://www.radiofraternidade.com.br/"

Estamos apoiando de coração mais essa bendita iniciativa dos nosso amigos de Uberlândia, e rogamos a Deus que a Rádio Fraternidade cresça e leve a consolação da doutrina espírita a todos os corações carentes da mensagem de Jesus por todo o planeta.

Saudações,

Francisco Rebouças.

Diretrizes de segurança, continuação...

Caros amigos, estamos dando continuidade ao estudo do sobre mediunidade, afim que melhor preparados, possamos servir de forma proveitosa nas tarefas da área da mediunidade em nossas casas espíritas.

57 -Quantas comunicações um mesmo médium pode receber durante a sessão mediúnica de atendimento a espíritos sofredores?

Divaldo - Um médium seguro, num trabalho bem organizado, deve receber de duas a três comunicações, quando muito, para que dê oportunidade a• outros companheiros de tarefas, e para que não tenha um desgaste exagerado.
Tenho tido o hábito de observar, em médiuns seguros, conhecidos nossos, que eles incorporam, em média, três entidades sofredoras ou perturbadoras e o mentor espiritual; raramente ocorrem cinco manifestações pelo mesmo instrumento, principalmente num grupo.

58 -Há necessidade, após uma comunicação de um espírito infeliz, sofredor, de imediata incorporação do espírito mentor ou guia, para que haja a limpeza psíquica do médium?

Divaldo - Absolutamente, não há.

59 -Por que é que, comumente, não vemos comunicações de pretos-velhos ou de caboclos, nas sessões mediúnicas espíritas? Isso se deve a algum tipo de procedimento?

Raul - A expressão da pergunta está bem a calhar. Realmente, a maioria dos participantes não vê os espíritos que se comunicam, mas eles se comunicam.
O Espiritismo não tem compromisso de destacar essa ou aquela entidade, em particular. Se as sessões mediúnicas espíritas são abertas para o atendimento de todos os tipos de espíritos, por que não viriam os que ainda se apresentam como pretos-velhos ou novos, brancos, amarelos, vermelhos, índios, ou caboclos, e esquimós?
O que ocorre é que tais espíritos devem ajustar-se às disciplinas sugeridas pelo Espiritismo e só não as atendem quando seus médiuns, igualmente, não as aceitam.
Muitos espíritos que se mostram no Além como antigos escravos africanos, ou como indígenas, falam normalmente, sem trejeitos, embora as formas externas dos perispíritos possam manter as características que eles desejam ou as quais não lograram desfazer.
Talvez muitos esperassem que esses desencarnados se expressassem de forma confusa, misturando a língua portuguesa com outros sons, expressando-se num dialeto impenetrável, carecendo de intérpretes especiais, que, na maior parte das vezes, fazem de conta que estão entendendo tal mescla. Se o espírito fala em nagô, que seja nagô de verdade. Se se apresenta falando guarani, que seja o verdadeiro guarani. Entretanto, não sendo o idioma exato do seu passado reencarnatório, por que não falar o médium em português, pois que capta o pensamento da entidade e reveste-o com palavras?
Não há, portanto, preconceito nas sessões espíritas. Entretanto, procura-se manter o respeito às entidades, à mediunidade e à Doutrina Espírita, buscando a coerência com a verdade que já identificamos.
Espiri-tista

segunda-feira, 6 de abril de 2009

1 - DA MULHER

Compenetrar-se do apostolado de guardiã do instituto da família e da sua elevadatarefa na condução das almas trazidas ao renascimento físico.
Todo compromisso no bem é de suma importância no mundo espiritual.Afastar-se de aparências e fantasias, consagrando-se às conquistas morais quefalam de perto à vida imperecível, sem prender-se ao convencionalismo absorvente.
O retorno à condição de desencarnado significa retorno à consciência profunda.
Afinar-se com os ensinamentos cristãos que lhe situam a alma nos serviços damaternidade e da educação, nos deveres da assistência e nas bênçãos da mediunidadesantificante.
Quem foge à oportunidade de ser útil engana a si mesmo.
Sentir e compreender as obrigações relacionadas com as uniões matrimoniais doponto de vista da vida multimilenária do Espírito, reconhecendo a necessidade dasprovações regenerativas que assinalam a maioria dos consórcios terrestres.
O sacrifício representa o preço da alegria real.
Opor-se a qualquer artificialismo que vise transformar o casamento numa simplesligação sexual, sem as belezas da maternidade.
Junto dos filhos apagam-se ódios, sublima-se o amor e harmonizam-se as almaspara a eternidade.
Reconhecer grave delito no aborto que arroja o coração feminino à vala doinfortúnio.Sexo desvirtuado, caminho de expiação.
Preservar os valores íntimos, sopesando as próprias deliberações com prudência erealismo, em seus deveres de irmã, filha, companheira e mãe.O trabalho da mulher é sempre a missão do amor, estendendo-se ao infinito.
“E, respondendo, disse-lhe Jesus: — Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitascoisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” (LUCAS,10:41 e 42).

Fonte:
Livro: Conduta Espírita
Chico Xavier/André Luiz.
Espiri-tista

quinta-feira, 26 de março de 2009

Pais intolerantes, filhos...


Wellington Balbo – Bauru - SP

A intolerância é uma chaga social. Os sonhos de harmonia entre os homens batem de frente nos muros da intolerância erguidos pela inflexibilidade das pessoas. As guerras, por exemplo, são as filhas mais diletas da intolerância. Leia-se guerra também os embates domésticos, que frequentemente ocorrem avassalando lares. Há tempos é assim...

Na idade Média, época obscura em que a Europa ficou imersa na ignorância, a intolerância era ainda mais abundante. Aqueles que não compartilhassem dos mesmos pontos de vista dos poderosos eram perseguidos e mortos ou forçados a modificar suas opiniões e crenças religiosas. Já na Idade Moderna é ilustrativo o caso de Galileu Galilei. O cientista, ao confirmar que a Terra não era o centro do universo foi convidado em tribunal a desmentir. Galileu, a contragosto teve de renegar as suas idéias para que continuasse vivo. Outro exemplo de intolerância ocorreu com a Doutrina Espírita que nascia na Europa do século XIX. O auto de fé de Barcelona, em que foram queimados, em praça pública, 300 livros espíritas enviados por Allan Kardec ao livreiro Maurício Lachâtre, espelhou, também, de forma triste a intolerância de algumas pessoas.

Poucos se atentam, no entanto, de que as raízes da intolerância têm morada nos lares, na educação das crianças. Os pais, não raro exemplificam a intolerância aos seus filhos, transmitindo-a em suas atitudes. Pais intolerantes com os filhos, filhos intolerantes para com a vida e o semelhante. Digo isto por que presenciei triste cena em que os pais diziam ao filho não admitir, de forma alguma, seu namoro com jovem de outra religião. O jovem, obviamente não compreendeu a atitude dos pais, no entanto, em virtude da rígida educação foi forçado a acatar. Terminou o namoro por causa da religião, isso em pleno século XXI. Lamentável. Fico a pensar:

Será que este jovem será atingido pela intolerância dos pais? Será que irá copiá-la?

Pode ser que sim, pode ser que não. Porém, a família é nosso primeiro filtro de valores, é na família que aprendemos as primeiras noções de como viver em sociedade. Se os pais atuam na educação do filho transmitindo valores distorcidos, alimentando o preconceito e a intolerância, pode ser que esses jovens, espíritos em processo de educação, configurem em seu íntimo essas irrealidades como verdades absolutas.

O resultado não é difícil de prever: crescerão adultos preconceituosos e intolerantes, mimados e desacostumados a conviver com as diferenças. E, educados dessa forma, os diferentes serão encarados como inimigos ferrenhos. Ou seja, se não pensa conforme meus conceitos é meu oponente. Daí a busca pela eliminação de quem não lê na mesma cartilha. Alguns no emprego puxam o tapete, outros nas instituições boicotam as boas idéias, e assim caminha a humanidade...

Cabe, portanto, aos pais abrir a tela mental e despir-se de preconceitos e modelos mentais obsoletos, porquanto, se a intolerância outrora era justificada pela ignorância, hoje essa desculpa não faz mais sentido. A principal herança que deixamos aos filhos não é a monetária, mas, sim, a herança moral.

Pensemos nisso.

Wellington Balbo



Espiri-tista

sábado, 21 de março de 2009

Estudando o Espiritismo

A COMUNIDADE DOS ESPÍRITOS PUROS
Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias.

Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos.

A primeira, verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida na matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal.

Livro: A Caminho da LUZ
Emmanuel/Chico Xavier
Espiritista

sexta-feira, 13 de março de 2009

Amor aos idosos

Wellington Balbo – Bauru - SP


Em palestra por uma cidade do interior de nosso estado conheci notável instituição, autêntica casa de amor e apoio às pessoas que já ultrapassaram incontáveis primaveras de existência terrena, resumindo: um lar de idosos.

Impressionou-me o carinho e a atenção destinada pelos voluntários àquelas criaturas de cabelos esbranquiçados pela experiência dos anos, amorosos e abnegados todos servidores desvelam-se em cuidados. Enfermeiros competentes ministravam o medicamento em hora apropriada. Refeição balanceada, tudo para que os dias sejam agradáveis e as noites serenas.

No entanto, chocou-me ainda mais o fato de que muitos daqueles senhores e senhoras têm familiares e não recebem sequer uma visita. Estão relegados pelos filhos, sobrinhos e netos ao abandono. Uma pena! Por isso, talvez, muita gente tenha medo do avançar dos anos, em realidade o medo é do abandono e não da idade.

Uma mostra da sociedade descartável, em que a pessoa é reverenciada apenas enquanto está produzindo, depois que a saúde, já frágil pelos embates da existência começa a dar sinais de precariedade, muitos são abandonados, relegados ao desprezo, sem o carinho e conforto dos familiares.

Ah, sociedade descartável! Ah, cultura do “Tá produzindo!”.

Mas não quero aqui deixar registrado críticas, aliás, para que a mensagem torne-se clara não precisamos exaltar os maus exemplos, podemos, então, aplicar o antídoto: os bons exemplos, o amor!

Em vez de criticarmos a postura de alguns, podemos exaltar atitudes de outros.

Falemos então de Inácio, jovem franzino, cabelos pretos, lisos, sorriso franco e aberto. Bondoso ao extremo, Inácio é o tipo de pessoa que nos deixa à vontade em sua presença, conversa pouco, diz muito. Figura incrível, nem parece habitante deste planeta. O jovem Inácio é solteiro e dedica grande parte de seu tempo aos cuidados dos idosos enfermos. Tomou gosto pelo voluntariado depois de cuidar por 10 anos de sua mãe, senhora que vivia com grandes dificuldades de locomoção devido a um Acidente Vascular Cerebral, o temido AVC.

Todos os dias, após seu expediente no trabalho profissional Inácio dedica duas horas aos cuidados desses idosos. Banha-lhes, dá de comer, conversa, escuta, acaricia. Costuma dizer que faz pouco, gostaria de dedicar-se em tempo integral aos amigos mais “experientes”, é assim que carinhosamente ele os chama.

Inácio trabalha com idosos por amor. Na vida não adianta cobrarmos nada de ninguém. Amor cobrado não é amor, carinho que se pede não vem espontâneo. Cada um de nós contribui com o que tem em seu coração. Se indigentes de sentimentos colaboramos quase nada. Se milionários de amor, à semelhança de Inácio, desvelamo-nos em carinho para com o semelhante. Os filhos que abandonam os pais são ainda indigentes de amor. No entanto, o mundo não é feito apenas de ingratidão, ainda bem que há almas como Inácio que, mesmo sem laços consangüíneos devotam atenção ao próximo, contribuindo para fazer brotar um sorriso na face daqueles que ajudaram a construir a história de nosso país.

Podemos, portanto, seguir os passos de Inácio e arregaçarmos as mangas engajando-nos no trabalho voluntário. Poderíamos, então, primeiramente conhecer as instituições de nossa cidade e região que realizam esse tipo de tarefa. Num segundo estágio poderemos começar colaborando 1 hora por semana e, gradativamente irmos aumentando nossa contribuição. Consideremos: será um tempo bem aplicado, são oportunidades que teremos de conviver com outras criaturas, enfim, largas chances de progresso. Não há bem da Terra que recompense a paz interior advinda de nosso esforço em favor de alguém. Ajudar aos outros equivale a, antes de tudo, auxiliar a nós mesmos. Inácio fez sua parte, cabe a nós realizarmos a que nos compete.

Pensemos nisso.

Wellington BalboPlasvipel Embalagens - 14 3203 2044
Espiri-tista

quarta-feira, 11 de março de 2009

Estudando o Espiritismo

230. A seguinte instrução deu-no-la, sobre o assunto, um Espírito de quem temos inserido muitas comunicações: "Já o dissemos: os médiuns, apenas como tais, só secundária influência exercem nas comunicações dos Espíritos; o papel deles é o de uma máquina elétrica, que transmite os despachos telegráficos, de um ponto da Terra a outro ponto distante.

Assim, quando queremos ditar uma comunicação, agimos sobre o médium, como o empregado do telégrafo sobre o aparelho, isto é, do mesmo modo que o tique-taque do telégrafo traça, a milhares de léguas, sobre uma tira de papel, os sinais reprodutores do despacho, também nós comunicamos, por meio do aparelho mediúnico, através das distâncias incomensuráveis que separam o mundo visível do mundo invisível, o mundo imaterial do mundo carnal, o que vos queremos ensinar. Mas, assim como as influências atmosféricas atuam, perturbando, muitas vezes, as transmissões do telégrafo elétrico, igualmente a influência moral do médium atua e perturba, às vezes, a transmissão dos nossos despachos de além-túmulo, porque somos obrigados a fazê-los passar por um meio que lhes é contrário. Entretanto, essa influência, amiúde, se anula, pela nossa energia e vontade, e nenhum ato perturbador se manifesta. Com efeito, os ditados de alto alcance filosófico, as comunicações de perfeita moralidade são transmitidas algumas vezes por médiuns impróprios a esses ensinos superiores; enquanto que, por outro lado, comunicações pouco edificantes chegam também, às vezes, por médiuns que se envergonham de lhes haverem servido de condutores.

"Em tese geral, pode afirmar-se que os Espíritos atraem Espíritos que lhes são similares e que raramente os Espíritos das plêiadas elevadas se comunicam por aparelhos maus condutores, quando têm à mão bons aparelhos mediúnicos, bons médiuns, numa palavra.

"Os médiuns levianos e pouco sérios atraem, pois, Espíritos da mesma natureza; por isso é que suas comunicações se mostram cheias de banalidades, frivolidades, idéias truncadas e, não raro, muito heterodoxas, espiriticamente falando. Certamente, podem eles dizer, e às vezes dizem, coisas aproveitáveis; mas, nesse caso, principalmente, é que um exame severo e escrupuloso se faz necessário, porquanto, de envolta com essas coisas aproveitáveis, Espíritos hipócritas insinuam, com habilidade e preconcebida perfídia, fatos de pura invencionice, asserções mentirosas, a fim de iludir a boa-fé dos que lhes dispensam atenção. Devem riscar-se, então, sem piedade, toda palavra, toda frase equivoca e só conservar do ditado o que a lógica possa aceitar, ou o que a Doutrina já ensinou. As comunicações desta natureza só são de temer para os espíritas que trabalham isolados, para os grupos novos, ou pouco esclarecidos, visto que, nas reuniões onde os adeptos estão adiantados e já adquiriram experiência, a gralha perde o seu tempo a se adornar com as penas do pavão: acaba sempre desmascarada.

"Não falarei dos médiuns que se comprazem em solicitar e receber comunicações obscenas. Deixemos se deleitem na companhia dos Espíritos cínicos. Aliás, os autores das comunicações desta ordem buscam, por si mesmos, a solidão e o isolamento; porquanto só desprezo e nojo poderão causar entre os membros dos grupos filosóficos e sérios. Onde, porém, a influência moral do médium se faz realmente sentir, é quando ele substitui, pelas que lhe são pessoais, as idéias que os Espíritos se esforçam por lhe sugerir e também quando tira da sua imaginação teorias fantásticas que, de boa-fé, julga resultarem de uma comunicação intuitiva. É de apostar-se então mil contra um que isso não passa de reflexo do próprio Espírito do médium. Dá-se mesmo o fato curioso de mover-se a mão do médium, quase mecanicamente às vezes, impelida por um Espírito secundário e zombeteiro. É essa a pedra de toque contra a qual vêm quebrar-se as imaginações ardentes, por isso que, arrebatados pelo ímpeto de suas próprias idéias, pelas lentejoulas de seus conhecimentos literários, os médiuns desconhecem o ditado modesto de um Espírito criterioso e, abandonando a presa pela sombra, o substituem por uma paráfrase empolada. Contra este escolho terrível vêm igualmente chocar-se as personalidades ambiciosas que, em falta das comunicações que os bons Espíritos lhes recusam, apresentam suas próprias obras como sendo desses Espíritos. Daí a necessidade de serem, os diretores dos grupos espíritas, dotados de fino tato, de rara sagacidade, para discernir as comunicações autênticas das que não o são e para não ferir os que se iludem a si mesmos.

"Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom-senso reprovarem. Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. Efetivamente, sobre essa teoria poderíeis edificar um sistema completo, que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre areia movediça, ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são demonstradas clara e logicamente, mais tarde um fato brutal, ou uma demonstração irrefutável virá afirmar-vos a sua autenticidade.

"Lembrai-vos, no entanto, ó espíritas! de que, para Deus e para os bons Espíritos, só há um impossível: a injustiça e a iniqüidade.

"O Espiritismo já está bastante espalhado entre os homens e já moralizou suficientemente os adeptos sinceros da sua santa doutrina, para que os Espíritos já não se vejam constrangidos a usar de maus instrumentos, de médiuns imperfeitos. Se, pois, agora, um médium, qualquer que ele seja, se tornar objeto de legítima suspeição, pelo seu proceder, pelos seus costumes, pelo seu orgulho, pela sua falta de amor e de caridade, repeli, repeli suas comunicações, porquanto aí estará uma serpente oculta entre as ervas. E esta a conclusão a que chego sobre a influência moral dos médiuns."

ERASTO
Fonte:
Livro dos Médiuns.
Espiri-tista

sexta-feira, 6 de março de 2009

Você sabe quanto custa um deputado federal?


Wellington Balbo – Bauru – SP.


Há tempos bato na tecla de que o problema político do Brasil é muito mais a má administração do que a corrupção, não que inexista, ela existe e é um cancro, tanto nas gestões privadas como públicas. No entanto, a má administração reflete as altíssimas despesas com nossos homens públicos e suas mordomias. O resultado disso todos conhecem: altas cargas tributárias inibindo o empreendedor e podando iniciativas que poderiam render benefícios à população.


Você tem idéia, caro leitor, de quanto custa um deputado federal aos sofres públicos? Não tem? Procurou informações a respeito? Ainda não? Pois aqui vai:


Cada deputado federal custa a bagatela de R$.117,6 mil por mês. Observe: eu disse apenas deputado federal, não mencionei senadores, deputados estaduais, prefeitos, vereadores, ministros e etc.


Veja os direitos dos deputados federais: R$.60.000 verba para gabinete, R$.18.820,00 passagens aéreas, R$.16.512,00 salário, R$.15.000 verba indenizatória, R$.4.268,00 correio e telefone e R$.3.000,00 auxílio moradia, o que atinge a estratosférica quantia de R$.117,6 mil.


Não consigo entender: meu pai era bancário, e quando transferido para outra cidade mudávamos todos. Nada de auxílio moradia, passagens aéreas ou outras regalias, enfim, vivíamos apenas com o salário pago pelo banco no final do mês. Ora, por que deputados têm auxílio moradia? Por que têm passagens áreas? Por que não se mudam com suas famílias para a capital federal? Seria mais coerente que assim fosse. Portanto, o assunto de apresentar notas fiscais para comprovar gastos referentes à verba indenizatória é uma discussão equivocada.


A questão não é comprovar gastos, mas, sim, gastar menos, economizar, ser coerente, ético, sincero, cultivar vida simples calcada no trabalho, na labuta diária que constrói pessoas responsáveis, inclusive sob o ponto de vista econômico. Essa é a questão que deve ser discutida. Por que se gasta tanto no Brasil? Será que não podemos economizar, cortar despesas, diminuir o inchaço de parlamentares?


Inaceitável um país em que grande parte da população vive em extrema penúria manter luxos à custa do dinheiro público. Não quero aqui desmerecer o trabalho do parlamentar, servir ao povo é tarefa de extrema responsabilidade e grandeza, todos aqueles que estão no poder, devem, sim, ser bem remunerados pelas funções exercidas. No entanto, é necessário coibir os abusos, um deputado federal custar aos cofres públicos R$.117,6 mil por mês em um país como o Brasil é incoerente. Sem contar que isso cria efeitos nocivos na sociedade. Dividendos estratosféricos pagos aos políticos enchem os olhos dos oportunistas que, carismáticos, concorrem aos cargos públicos interessados nos altos salários, de modo que a política deixou de ser a trilha de idealistas dispostos a servir a sociedade para se tornar um meio de vida rentável e fácil. É o velho egoísmo humano ditando as regras políticas de nosso país.


Quando amadurecermos (povo e políticos) ao ponto de entender que exercer um cargo público é assumir alta responsabilidade perante as leis da vida, certamente modificaremos os padrões vigentes na atualidade, reembolsando nossos homens públicos com o valor justo, sem sobrecarregar a sociedade com altas cargas tributárias para sustentar mordomias esdrúxulas e incompatíveis com a realidade.


Precisamos, embora de forma pacífica e civilizada, exercer a cidadania e protestar contra a má administração de nosso país, porquanto a manifestação em massa do cidadão brasileiro é que modificará os abusos cometidos pelos governantes. Importante lembrar: o Brasil é muito mais do que carnaval e futebol.


Pensemos nisso.


Wellington BalboPlasvipel Embalagens - 14 3203 2044




Espiri-tsta

quarta-feira, 4 de março de 2009

O Espiritismo no Brasil

Numerosos companheiros de Allan Kardec já haviam regressado às luzes da espiritualidade, quando inúmeras entidades do serviço de direção dos movimentos espiritistas no planeta deliberaram efetuar um balanço de realizações e de obras em perspectiva, nos arraiais doutrinários, sob a bênção misericordiosa e augusta do Cordeiro de Deus.

Vivia-se, então, no limiar do século XX, de alma aturdida ante as renovações da indústria e da ciência, aguardando-se as mais proveitosas edificações para a vida do globo.

Falava-se aí, nesse conclave do plano invisível, com respeito à propagação da nova fé, em todas as regiões do mundo, procurando-se estudar as possibilidades de cada país, no tocante ao grande serviço de restauração do Cristianismo, em suas fontes simples e puras.

Após várias considerações, em torno do assunto, o diretor espiritual da grande reunião falou com segurança e energia:

-"Irmãos de eternidade: no mundo terrestre, de modo geral, as doutrinas espiritualistas, em sua complexidade e transcendência, repousam no coração da Ásia adormecida; mas, precisamos considerar que o Evangelho do Divino Mestre não conseguiu ainda harmonizar essas variadas correntes de opinião do espiritualismo oriental com a fraternidade perfeita, em vista das nações do Oriente se encontrarem cristalizadas na sua própria grandeza, há alguns milênios.

Em breve, as forças da violência acordarão esses países que dormem o sono milenário do orgulho, numa injustificável aristocracia espiritual, afim de que se integrem na lição da solidariedade verdadeira, mediante os ensinamentos do Senhor!... Urge, pois, nos voltemos para a Europa e para a América, onde, se campeiam as inquietações e ansiedades, existe um desejo real de reforma, em favor da grande cooperação pelo bem comum da coletividade. Certo, essa renovação é sinônima de muitas dores e dos mais largos tributos de lágrimas e de sangue; mas, sobre as ruínas da civilização ocidental, deverá florescer no futuro uma sociedade nova, sobre a base da solidariedade e da paz, em todos os caminhos dos progressos humanos... Examinemos os resultados dos primeiros esforços do Consolador no Velho Mundo!..."

E os representantes dos exércitos de operários, que laboram nos diversos países da Europa e da América, começaram a depor, sobre os seus trabalhos, no congresso do plano invisível, elucidando-os sinteticamente:

- "A França - exclamava um deles - berço do grande missionário e codificador da doutrina, desvela-se pelo esclarecimento da razão, ampliando os setores da ciência humana, positivando a realidade de nossa sobrevivência, através dos mais avançados métodos de observação e de pesquisa. Lá se encontram ainda numerosos mensageiros do Alto, como Denis, Flammarion e Richet, clareando ao mundo os grandes caminhos filosóficos e científicos do porvir".

- "A Grã Bretanha - afirmava outro - multiplica os seus centros de estudo e de observação, intensificando as experiências de Crookes e dissolvendo antigos preconceitos."

- "A Itália - asseverava novo mensageiro - teve com Lombroso o início de experiências decisivas. O próprio Vaticano se interessa pela movimentação das idéias espiritistas, no seio das classes sociais, onde foi estabelecido rigoroso critério de análise, no comércio com os planos invisíveis para o homem terrestre."

- "A Rússia, bem como outras regiões do Norte - prosseguia outro emissário - conseguira com Aksakof a difusão de nossas verdades consoladoras. Até a corte do Czar se vem interessando nas experimentações fenomênicas da doutrina."

- "A Alemanha - afirmava ainda outro - possui numerosos físicos que se preocupam cientificamente com os problemas da vida e da morte, enriquecendo os nossos esforços de novas expressões de experiência e cultura..."

Iam as exposições a essa altura, quando uma luz doce e misericordiosa inundou o ambiente da reunião de sumidades do plano espiritual. Todos se calaram, tomados de emoção indizível, quando uma voz, augusta e suave, falou, através das vibrações radiosas de que se tocava a grande assembléia:

- "Amados meus, não tendes para a propagação da palavra do Consolador, senão os recursos da falível ciência humana? Esquecestes que os excessos do raciocínio prejudicaram o coração das ovelhas desgarradas do grande rebanho? Não haverá verdade, sem humildade e sem amor, porque toda a realidade do Universo e da vida deve chegar ao pensamento humano, antes de tudo, pela fé, ao sopro dos seus resplendores eternos e divinos!... Operários do Evangelho: excelente é a ciência bem intencionada do mundo, mas não esqueçais o coração, em vossos labores sublimes... Procurai a nação da fraternidade e da paz, onde se movimenta o povo mais emotivo do globo terrestre, e iniciai aí uma tarefa nova. Se o Cristo edificou a sua igreja sobre a pedra segura e inabalável da fé que remove montanhas e se o Consolador significa a doutrina luminosa e santa da esperança de redenção suprema das almas, todos os seus movimentos devem conduzir à caridade, antes de tudo, porque sem caridade não haverá paz, nem salvação para o mundo que se perde!..."

Uma copiosa efusão de luzes, como bênçãos do Divino Mestre, desceu do Alto sobre a grande assembléia, assim que o apóstolo do Senhor terminou a sua exortação comovida e sincera, luzes essas que se dirigiam, como aluvião de claridades, para a Terra generosa e grande que repousa sob a luz gloriosa da constelação do Cruzeiro.

E foi assim que a caridade selou, então, todas as atividades do Espiritismo brasileiro. Seus núcleos, em todo o país, começaram a representar os centros de eucaristia divina para todos os desesperados e para todos os sofredores. Multiplicaram-se as tendas de trabalho do Consolador, em todas as suas cidades prestigiosas, e as receitas mediúnicas, os conselhos morais, os postos de assistência, as farmácias homeopatas gratuitas, os passes magnéticos, multiplicaram-se, em toda parte no Brasil, para a fusão de todos os trabalhadores, no mesmo ideal de fraternidade e de redenção pela caridade mais pura.


(Recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em 5 de novembro de 1938).
Fonte:
Livro: Novas Mensagens
Chico Xavier/Humberto de Campos
Espiri-tista

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

diretrizes de Segurança - Continuação...

Prezados amigos, estamos dando continuidade aos nossos estudos da mediunidade, para que melhor nos preparemos para as tarefas espirituais sob nossa responsabilidade em nossas instituições espíritas.
54 - Quais seriam as etapas a serem percorridas pelo médium na sua educação mediúnica?

Raul - Segundo Allan Kardec, em: O Livro dos Médiuns1, a mediunidade não deverá ser explorada antes que venha a eclodir. Dever-se-ia esperar que ela brotasse e, a partir de então, se lhe daria o devido trato. Sendo assim, embora encontremos muitos companheiros que se candidatam ao exercício da mediunidade, sem que jamais hajam sentido coisa alguma que lhes demonstre serem portadores desse grau ostensivo de mediunidade, as nossas Instituições Espíritas devem estar sempre em guarda cuidadosa, para que não inaugurem o sistema de fabricação mediúnica destituída de qualquer valor doutrinário, uma vez que há companheiros que se aproximam das Instituições Espíritas, portando tais peculiaridades mediúnicas já em processo de desabrochamento.

A Instituição orientada pela Doutrina deverá aproximá-los dos estudos doutrinários, das reuniões doutrinárias, do trabalho assistencial em favor de necessitados, daqueles labores que possam gradativamente disciplinar a criatura. Não é oportuno que ela chegue ao Centro e seja, de imediato, encaminhada à mesa de trabalhos mediúnicos, mas, sim, introduzida no campo de estudo, de conhecimento doutrinário espírita.

Se a pessoa estiver com a mediunidade atormentada será encaminhada para tratamento através de passes, explicações doutrinárias e da participação nas reuniões de estudos, para que possa, gradualmente, ir assentando essas energias revoltas, equilibrando-se até que possa chegar à atividade propriamente mediúnica. Isto porque, se aproximarmos a criatura, sem nenhum conhecimento espírita da mediunidade, aquilo não lhe sendo compreensível poderá afastá-la ou perturbá-la ainda mais. Não sabendo o que ocorre consigo mesma, a pessoa, ao invés de entregar-se ao labor, procura fugir, procura criar empecilhos de maneira consciente ou inconsciente. E é exatamente por isso que, não oferecendo a mediunidade nenhum espetáculo, sendo um fenômeno natural, exigirá que o companheiro tenha, pelo menos, as primeiras noções basilares do que a Doutrina Espírita nos fala a respeito desse tentame. Por isso, aqueles que se aproximam da mediunidade deverão encontrar, nas Instituições Espíritas, a orientação para o tratamento, para o trabalho e para o estudo conforme Allan Kardec nos preceitua.

1 KARDEC, Allan. O livro dos médiuns, capítulo 16º, item 198, 53ª edição, FEB, Brasília - DF, 1986.

55 - No desenvolvimento da faculdade em médiuns principiantes, há alguma utilidade em se lhes aplicar passes para facilitar, por exemplo, a psicofonia?

Divaldo - Este exercício é, às vezes, positivo, porque o médium estando com os centros psíquicos ainda não disciplinados durante a hora da concentração, entra em conflito, por não saber distinguir as sensações e emoções suas, daquelas que ele registra e que pertencem ao espírito desencarnado Experimenta taquicardia, há o resfriamento corporal colapso periférico, a ansiedade que são típicos da presença dos espíritos que padecem, mas que, muitas vezes são da própria expectativa. No caso da aplicação do passe objetivando ajudar, aumenta no médium a carga vibratória e isso facilita-lhe o fenômeno. Mas, por outro lado, não deve ser habitual, para não lhe criar condicionamentos. Por isto, deve-se aplicar passes só esporadicamente.

56 - Em trabalhos de desenvolvimento mediúnico com médiuns principiantes, haverá necessidade de mais de uma comunicação ou uma seria suficiente?

Divaldo - Para exercitar a mediunidade, o que importa não é o número de comunicações, mas a qualidade delas. O médium deve esperar sentir-se dominado pela vontade do hóspede, que o vai controlando, a fim de que consiga registrar, em plenitude, a mensagem. Este processo demora uns cinco minutos, antes do ato de falar, e perdura por uns dez a quinze minutos, depois do silêncio, quando as energias vão retornando ao estado primitivo e reequilibrando o psiquismo do médium. No caso de desenvolvimento de um médium principiante num grupo expressivo no máximo duas comunicações de sofredores.
Espiri-tista

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Estranho comportamento do dirigente espírita


Wellington Balbo – Bauru – SP.

Uma das primeiras palestras espíritas que assisti foi muito intrigante. Lembro-me que tinha 24 anos e embora conhecesse pouco da doutrina codificada por Kardec minha curiosidade para aprofundar conhecimentos era enorme. E, como dizem: a primeira palestra a gente nunca esquece! Eu não me esqueço mesmo. Após a leitura do Evangelho e comentários, o dirigente chamou diversas pessoas da platéia, formou fila indiana e todos começaram a percorrer o salão entoando cânticos, para mim ininteligíveis.

Bem, naquele dia sai do centro espírita estranhando o comportamento do dirigente, porquanto os poucos livros que havia lido mostravam-me outra face do Espiritismo. Após algum tempo e com ciência um pouco maior da obra codificada por Kardec, entendi que o comportamento do dirigente daquele centro nada tinha a ver com os postulados lecionados pelo pedagogo francês.

Diante do fato narrado, importante refletir:

A liberdade de expressão é direito inalienável da criatura, no entanto, imperioso admitir que existem locais e locais para a livre expressão. Inconveniente, por exemplo, a pretexto de liberdade de expressão tomarmos além do tempo que nos é de direito a palavra numa reunião escolar e começarmos a elaborar elucubrações que nada tem a ver com os objetivos da reunião. Certamente cansaremos os outros com nossas divagações e desvirtuaremos os propósitos estabelecidos pelos dirigentes, ou seja, fugiremos do foco principal. Aliás, fugir do foco principal é um dos grandes problemas enfrentados por nós em nossa peregrinação terrena. Não raro divagamos e patinamos naquilo que nos propomos a realizar. Começamos por um caminho e, quando nos damos conta estamos bem longe dos objetivos outrora traçados. Foi o caso do dirigente espírita, perdeu o foco e desvirtuou o objetivo da reunião.

Pior: mostrou um Espiritismo inexistente e em total descompasso com as idéias de Allan Kardec. Ele poderia muito bem dançar, entoar cânticos e formar fila indiana, contanto que não o fizesse no centro espírita, porquanto o objetivo principal de toda casa erigida sob as diretrizes de Allan Kardec é ensinar Espiritismo, ou seja, divulgar a doutrina tal como foi codificada pelo pedagogo francês.

Peço licença ao leitor para discorrer sobre experiência pessoal:

Certa vez levei um primo católico para assistir palestra que eu iria proferir na cidade de Bariri - SP, distante 60 quilômetros de Bauru – SP. Na viagem de regresso perguntei a ele:
— E ai, gostou da palestra?
Ele respondeu de pronto:
— Gostei muito! Só não sabia que vocês espíritas acreditam em santo.
Perguntei:
— Como assim?
E ele:
— Ora, você citou várias vezes o nome de Santo Agostinho.
Então me dei conta de que havia mesmo citado por diversas vezes o nome de Santo Agostinho. Enfim, admiti que me equivoquei na forma de comunicação, poderia ter aberto parêntese e explicado melhor a visão espírita sobre os homens chamados santos.

Por isso, na questão envolvendo a divulgação espírita, importante lembrar a responsabilidade dos oradores espíritas e daqueles que promovem eventos denominados espíritas. É preciso saber se o orador convidado está em sintonia com o Espiritismo. É necessário saber se ele - o expositor - mostrará a verdadeira face do Espiritismo, sem invenções ou incoerências doutrinárias, porque o centro espírita é aberto ao público e recebe pessoas possuidoras de todos os níveis de conhecimento doutrinário.

Há gente que chega ao centro espírita e nada conhece, há pessoas que nunca ouviram falar de Allan Kardec e tem pouca ou nenhuma noção do caráter educacional do Espiritismo.
Há gente buscando comunicação de afetos desencarnados, outros vão à procura de soluções para seus males, outros ainda aportam no centro espírita por grande curiosidade. Alguns querem mágicas, outros foram “aconselhados” a desenvolver a mediunidade e por isso buscam a casa espírita. Enfim, a diversidade do público que comparece ao centro espírita é gigantesca, daí a necessidade do cuidado redobrado para com a mensagem ministrada pelo orador, a fim de evitar mal entendido acerca dos reais objetivos da doutrina espírita. Imperioso pensar com atenção neste assunto para melhorarmos a qualidade da comunicação espírita, afinal, divulgar bem o Espiritismo só depende de nós.

Wellington Balbo
Plasvipel Embalagens - 14 3203 2044
http://wellingtonbalbo.blogspot.com/


Espiri-tista

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Evangelho Segundo o Espiritismo citado em decisão Judicial

Numa decisão inédita na justiça brasileira, em razão da polêmica que o tema desperta, do ponto visto jurídico e social, o juiz Luiz Cândido de Andrade Villaça, da comarca de Taipu, acatando pedido da mãe, autorizou a retirada dos órgãos de feto anencéfalo para doação, após o seu nascimento, em tempo normal. Anteriormente, a mãe solicitava do magistrado autorização para abortamento do feto, mas, no decorrer do processo, recuou e optou pela doação dos órgãos, a qual foi acolhida pelo juízo.

Na mesma decisão, o Juiz determina que o Estado do Rio Grande do Norte, através de sua Central de Transplantes, adote todas as providências necessárias para que o feto anencéfalo tenha, tão-logo nasça, seus órgãos retirados para transplante.

Quanto a mudança do pedido da mãe, de abortamento para doação, o juiz Luiz Cândido de Andrade Villaça, destaca que a requerente, apesar de bastante jovem, demonstrou muita maturidade e desenvolvimento psicológico quando, num momento de inimaginável angústia, conseguiu visualizar com preponderância a situação de outras pessoas que, em tese, podem ser salvas. O Magistrado diz não ter conhecimento de tal atitude, bem como, de decisão semelhante nos anais do judiciário brasileiro.

Fato polêmico Inicialmente, a mãe entrou na Justiça, na comarca de Taipu, com pedido de alvará para obtenção de autorização judicial para abortamento de feto com malformação congênita incompatível com a vida (anencefalia). Em razão disso, o juízo determinou realização de perícia que confirmou a anomalia do feto; também foi feito atendimento psicológico.

No entanto, antes da manifestação do Ministério Público, a requerente se retratou e requereu que o juízo desse condições para que fosse possível a doação dos órgãos do feto.

O pedido de aborto em caso de feto anencéfalo, é um tema sempre polêmico.

Segundo o Magistrado, há quem entenda pela possibilidade de se autorizar o abortamento do feto anencéfalo, dada a inquestionável incompatibilidade com a vida. Há quem, pelo contrário, interpreta a Constituição e visualiza a completa impossibilidade de o Poder Público chancelar pedidos dessa natureza.

Porém, o juiz Luiz Cândido considera que a questão apreciada trata a questão sob novo enfoque. Isso porque, o pedido formulado é no sentido de que o Estado-juiz, com o seu deverpoder, possibilite o acesso da requerente ao serviço público de doação de órgãos para que seu sacrifício não seja em vão. Reconhece nunca ter ouvido falar de situação semelhante e considera que, a rigor, sequer haveria necessidade de provimento jurisdicional nesse sentido, haja vista a obrigação constitucional e legal do Estado fornecer gratuitamente o serviço de transplante.

Porém, entende o Magistrado que, como o nascituro tem anencefalia e existem diversas discussões médicas - no campo da ética - acerca da aplicabilidade do conceito de morte cerebral à esse grupo de indivíduos, é necessário que seja emitido comando judicial para prevenir debates de última hora que culminem na impossibilidade de aproveitamento dos órgãos.

O juiz Luiz Cândido ressalta que a questão é no sentido de, quem pode o mais, pode o menos. E sustenta: se o Estado-juiz pode emitir comando que autoriza, pura e simplesmente, a interrupção da gestação do feto com a anomalia descrita na inicial, com muito mais razão, haja vista a homenagem justa que se faz à vida, pode determinar, com o consentimento da mãe, a retirada dos órgãos do feto logo após o seu nascimento, com a finalidade de transplante.

LEI DE AMOR

Ao analisar o gesto da requerente, o Magistrado ressalta que somente o amor e a capacidade extrema de fazer o bem conseguem explicar a atitude da mãe. "Ao invés de pleitear o fim de seu sofrimento numa gestação fadada ao fracasso aparente, optou por perseguir o intuito de salvar a vida de outras pessoas, necessitadas da vida orgânica do seu feto sem possibilidade de vida após o nascimento", fundamentou.

Para justificar sua análise e o gesto da mãe, o juiz Luiz Cândido, faz a citação de trecho de "O Evangelho segundo o Espiritismo" que diz: "O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito.

Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos [...] A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres".

Fonte:
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte
Espiri-tista

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Comunicado ao Movimento Espírita

"Volta ao ar o Blog " O Espiritista"

Caros amigos do movimento espirita, após sete meses fora do ar por motivos alheios à nossa vontade, e, depois de inúmeras tentativas junto ao GOOGLE, para a recuperação do endereço eletrônico do BLOG O ESPIRITISTA de nossa autoria e responsabilidade, venho com alegria anunciar que conquistamos o direito de mantê-lo no ar, por decisão do próprio GOOGLE.

Estarei procedendo a atualização do mesmo, e prometo que muito breve, já poderá ser acessado por todos os nossos amigos que nos honram com a audiência e confiança.

Quero muito agradecer o incentivo e o carinho que tenho recebido de todos para levar adiante nossos melhores objetivos de crescer e progredir, amar e servir cada dia mais e melhor, na divulgação e exemplificação dos postulados de nossa doutrina de forma séria e fiel à sua nobre mensagem.

Meus agradecimentos especiais a Deus, a Jesus e aos Bons Espíritos amigos que nos auxiliaram para que esse nosso desejo de recuperar " O Espiritista" tivesse um final feliz.

Manteremos nossas iniciais promessas de seguir Jesus através de Kardec, sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.
Saudações fraternas,
Espiri-tista.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

DIVALDO no Rio de Janeiro

62 ANOS DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA 2009

08/08 - SÁBADO 18h
APOIO 43o CEU/CEERJ - QUADRA DE ESPORTES - RODOVIA AMARAL PEIXOTO, KM 21 S. JOSÉ DO IMBASSAI MARICÁ -15 Anos do Centro Espírita Nosso Lar RJ.

09/08 - DOMINGO 16h
FEDERAÇÃO ESPÌRITA BRASILEIRA - Av. PASSOS, 30 CENTRO. RIO

10/08 SEGUNDA 20h
APOIO: 5o CEU/CEERJ - SOCIEDADE HEBRAICA - RUA DAS LARANJEIRAS, 346 - LARANJEIRAS. RIO

11/08 TERÇA 20h
CENTRO ESPÍRITA MARIA ANGÉLICA - RUA ODILON DUARTE BRAGA, 240 – RECREIO. RIO

12/08 – Quarta - 14 às 19h
CONSTELAÇÃO FAMILIAR
CASA DE ESPANHA - SEMINÁRIO BENEFICENTE PRÓ-MANSÃO DO CAMINHO
RUA VITÓRIO DA COSTA, 254 - HUMAITÁ - RIO - Crachás 2569- 8770 Glória,Livraria Espírita Joanna de Angelis 2265-2065 Iracema e Abrigo Thereza de Jesus à Rua Ibituruna 56, 2569-8215-Tijuca.

13/08 QUINTA 20h
GRUPO ESPÍRITA ANDRÉ LUIZ - RUA JIQUIBÁ, 139 - PRAÇA DA BANDEIRA. RIO

14/08 SEXTA 20h
APOIO: GRUPO ESPÍRITA CAMINHO DA ESPERANÇA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UERJ - RUA SÃO FRANCISCO XAVIER. RIO

15/08 – 15 HORAS
MOVIMENTO VOCÊ E A PAZ – Nilópolis e adjacências

16/08 DOMINGO 9 ÁS 17h
APOIO: GRUPO ESPÍRITA CAMINHO DA ESPERANÇA - 18o FEIRÃO PRÓ-MANSÃO DO CAMINHO - COLÉGIO MILITAR RUA SÃO FRANCISCO XAVIER - TIJUCA. RIO

Coordenação geral: anaspranger@gmail.com - Ana Spränger

Francisco Rebouças

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mensagens Espirituais

HOJE SIM


Ontem, passado
Amanhã, futuro
Hoje, agora

Ontem, promessa
Amanhã, probabilidade
Hoje, ação

Ontem, parecia
Amanhã, quem sabe
Hoje, sem dúvida
Ontem, anseio
Amanhã, mudança
Hoje, oportunidade
Ontem, sementeira
Amanhã, colheita
Hoje, seleção
Ontem, não mais
Amanhã, talvez
Hoje, sim
Ontem, foi
Amanhã, será
Hoje, é
Ontem, experiência adquirida Amanhã, lutas novas Hoje, porém, é a nossa hora de fazer e de construir

(livro: Ideal Espirita - Chico Xavier/Emmanuel)

Espiri-tista

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

PSICOGRAFIA!

Sublime Noite


Nesta noite assaz brilhante,
Sentimos nesta maravilhosa fonte
Uma paz, que não pude imaginar

Na melodia encantadora
De uma terra acolhedora
Que Deus há de conservar...

Quanta beleza e simplicidade,
Desta gente sem maldade
Que nos faz até sonhar

Que estamos noutro mundo
De valores tão profundos
Que não pensei existir

Deus preserve este recanto,
De tão belos encantos
E riquezas p’ro porvir

Outras vezes esperamos
Aqui estarmos de novo,
Sentindo-nos como em casa,
No calor humano deste povo.


Mensagem recebida por intuição em 12/06/04, logo após o seminário realizado no Grupo Espírita Joanna de Angelis em Laje do Muriaé –RJ.

Autor: um Espírito amigo

Recebida por: Francisco Rebouças.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A Juventude Espírita que conheço!

Volto a falar da polêmica reportagem da Revista isto é, sobre as tais respostas atribuídas à juventude espírita, que desde o dia em que fiquei sabendo de sua publicação, justamente através de um dos jovens espíritas de nossa mocidade, que espantado e incrédulo não aceitava aquela pesquisa como verdadeira, também me associei a seu modo de ver, não como alguém que quisesse dar testemunho de solidariedade pura e simplesmente, pois, não sou nem serei jamais desse tipo, mas sim, por que convivo com jovens em nossa cidade e em nosso estado, em inúmeros encontros que tenho a felicidade de ser convidado e que testemunho suas idéias, seus objetivos, seus esforços de melhoria.

Ainda agora, quando se fará realizar a COMEERJ – Confraternização de Mocidades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro, atividade do Movimento Espírita que congrega jovens espíritas desde 1980, e que tem sido realizada anualmente, durante o carnaval, com a participação de representantes das instituições espíritas de todo o Estado, onde se aproveita a oportunidade para levar aos jovens que dela participam incentivos novos e profundos para a conscientização de seu papel na sociedade contemporânea e na construção da sociedade do porvir, pode ser constatado, a grande quantidade de jovens que participam todos os anos com elevado senso de moral, muita alegria e estudo sério da doutrina espírita, que não aceitam ficar de fora desse evento anual.

É uma pena, que em outras localidades, isso não se dê, pois, tenho a certeza absoluta de que se esses tipos de encontros fossem freqüentes, nessas praças, não só anualmente como é o caso da COMEERJ, mas se desse com mais freqüência em outras datas, como acontece com nossa mocidade que volta e meia se reuni em uma instituição do nosso estado, para discutir um tema atual na visão do jovem, e fazerem visitas a outras mocidades como é freqüente em nossa cidade de Niterói, por exemplo, essa entrevista equivocada e falsa, não seria facilmente engolida por confrades espíritas, que a aceitaram e até encontraram motivos para acharem muito real.

Não estamos querendo falar por outras mocidades que não conhecemos, nem fazer nossos jovens passarem por “santos” ou por criaturas perfeitas, pois, não somos tolos a esse ponto, mas sim testemunhar que os jovens de nossa cidade recebem a informação espírita diretamente da codificação e é muito capaz de raciocinar e seguir sua filosofia, de forma muito natural, e assim sendo, jamais estariam favoráveis a causas como aborto, pena de morte, suicídio etc., como faz crer a tal reportagem, que eles repudiam.

E, concordo plenamente, com a experiência que tenho de encontros com várias mocidades realmente espíritas, que isso não se dá como está na reportagem, e se aquelas respostas foram verdadeiramente concedidas, à citada revista, posso afirmar com toda pureza de consciência possível, que não foram respostas de jovens espíritas, e sim, de jovens “espiritados”.

Torna-se imperioso e inadiável que os dignos responsáveis pelas nossas casas espíritas, espalhadas por esse nosso imenso e querido Brasil, concentrem todo o esforço possível na melhoria do estudo dirigido às mocidades em nossas instituições espíritas, preparando pessoas de forma adequada para que possam assumir a coordenação e a missão sublime de instruir os nossos jovens, ministrando cursos, reciclando conhecimentos e incentivando o estudo sério e aprofundado de nossa doutrina, para que por sua vez, possam mais tarde, oferecer aos jovens sob suas responsabilidades as nobres e elevadas mensagens dos espíritos Superiores, norteando-lhes a vida pela ética e moral contidas na mensagem consoladora da doutrina dos espíritos.

A Codificação do espiritismo precisa ser estudada pelos jovens de forma bem simples, objetiva, respeitosa, dinâmica, constante e atual, na linguagem comum dos jovens, para que eles possam entender o benefício de seguir os conceitos ali contidos no contexto em que foram inseridos pela Soberana Sabedoria do Universo, para o progresso e perfeição do espírito imortal que são.

Sabemos que o Ser humano é essencialmente resultado da educação, pois, carregando desde eras remotas através das sucessivas reencarnações, os fatores genéticos que o compõem como conseqüência das experiências anteriores, quase sempre negativas, não prescinde do benefício que só a boa educação pode facultá-lo, modelando-o para um perfeito equilíbrio com vistas a desenvolver em si, os elevados valores das virtudes que dormitam em seu Ser desde sua criação.

A Casa espírita por essa razão, é responsável pela perfeita divulgação da doutrina espírita da forma mais fiel possível aos postulados espíritas, e será de grande valia no processo de transformação do modo de vida de nossos jovens, que bem orientado se transformarão em homens e mulheres de bem, ajudando com sua maneira de viver a orientar outros jovens que com eles se relacionarem na construção de uma sociedade mais digna, honesta e cristã.

Para que isso ocorra, é necessário verificar nas diversas comunidades espíritas em que atuamos, se essa tarefa está sendo bem executada pelas casas espíritas de nossas cidades ou localidades, e se assim não estiver acontecendo, urge buscar as entidades responsáveis pela divulgação da doutrina espírita, para que seja imediatamente reparado esse defeito, e se conceda aos jovens oportunidades de esclarecimento nas diretrizes seguras que a doutrina espírita oportuniza a todos que a encontram.

Francisco Rebouças.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Médium Sempre

Desde cedo, o querido médium Chico Xavier, já se via envolvido pelas incompreendidas situações que lhes aconteciam naturalmente, em virtude de sua extraordinária capacidade mediúnica, como bem podemos comprovar em sua biografia facilmente encontrada nos sites espíritas na internet. Graças a esse tesouro certamente desenvolvido pelo citado médium, em vidas passadas, e que hoje temos o privilégio de poder estudar para nos esclarecer, nas incontáveis páginas, constantes das suas incomparáveis obras de reconhecido conteúdo doutrinário.

Em seus escritos, podemos todos haurir importantes e impressionantes ensinamentos, trazidos a lume pelos Imortais da Vida Maior, em obras que muito nos tem ajudado na compreensão da justiça Divina para com cada uma das criaturas que estagiam em nosso orbe, e, que sem os quais, muito difícil seria crer na Justiça de Deus, diante de tantos tormentos e sofrimentos que infelicitam a vida da grande maioria da população da Terra.

Chico voltou para a verdadeira pátria do Espírito Imortal, que é a vida espiritual, mas, jamais será esquecido por todos nós espíritas, que muito nos beneficiamos de seu dedicado trabalho literário na interpretação fiel dos ensinos dos espíritos amigos.

Segue abaixo, uma pequena demonstração do que estamos tentando dizer, sobre a intimidade de Chico com os irmãos da vida que nos aguarda:

A PRIMEIRA SESSÃO

“De princípios de 1920 a 1927, Chico não mais conseguiu avistar-se pessoalmente com o Espírito de Dona Maria João de Deus.
Integrado na comunidade católica, obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja.
Confessava-se, comungava, comparecia pontualmente à missa e acompanhava as procissões.
Terminara o curso primário no Grupo Escolar “São José”, de Pedro Leopoldo em 1923, levantando-se às seis da manhã para começar às sete as tarefas escolares e entrando para o serviço da fábrica às três da tarde para sair às onze da noite.
O trabalho, porém, era exaustivo e, em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho, onde o trabalho ia das seis e meia da manhã às oito da noite, com o salário de treze cruzeiros por mês.
Entretanto, continuavam as perturbações noturnas.
Depois de dormir, caía em transes surpreendentes.
Perambulava pela casa, falava em voz alta, dava notícias de pessoas que sofriam no Além, mantinha longas conversações, cujo fio era impenetrável aos familiares aflitos.
Em 1927, porém, eis que a sua irmã D. Maria da Conceição Xavier, hoje mãe de família, cai doente.
Era um doloroso processo de obsessão.
Tratada carinhosamente pelo confrade Sr. José Hermínio Perácio, que atualmente reside em Belo Horizonte, a jovem curou-se.
Foi assim que se realizou a primeira sessão espírita no lar da família Xavier, em Pedro Leopoldo.
Perácio, na direção, pronunciava vibrante prece.
Na mesa, dois livros.
Eram eles o “Evangelho Segundo o Espiritismo” e o “Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec.
O Espírito de Dona Maria João de Deus comparece e grafa longa mensagem aos filhos presentes, através da médium D. Carmem Pena Perácio, devotada esposa do companheiro a que nos referimos.
Reporta-se a cada filho, de maneira particular.
E, dirigindo-se ao Chico, comove-o, escrevendo:
— Chico, meu filho, eis que nos achamos mais juntos, novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra os seus deveres e, em breve, a Bondade Divina nos permitirá mostrar a você os seus novos caminhos.
E assim realmente aconteceu
”. ¹

Daí em diante, a missão desse discípulo do Cristo, se desenvolveu de forma tão nobre, espargindo luz e benefícios por todo o planeta consolando e esclarecendo os corações aflitos, que cruzaram seu caminho, fazendo crescer na convicção de todos, as palavras de Jesus quando nos afirmou: “Conheceis a verdade e a verdade vos libertará” João, Cap.8 , v 32.

Sendo também nós, um dos muitos beneficiados pelo conteúdo moral constantes de suas obras, nos resta elevar o pensamento a Deus e rogar diariamente suas bênçãos para esse ícone do cristianismo que foi Chico Xavier.

Fonte:

1) LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER
RAMIRO GAMA
Grifos nossos.


Espiri-tista

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Psicografia!

Palavras de Josepha!
Não desperdices tuas oportunidades de ser Útil!
Quando a vida te felicitar a oportunidade de servir a teu irmão, não desperdices por nada essa bênção. Tua ajuda ao necessitado de agora, te renderá frutos saborosos no futuro, porque é da Lei Maior, que nenhuma expressão de caridade em favor de qualquer necessitado, seja ele quem for, deixe de fazer parte dos registros individuais de quem os pratica em nome da sincera e indispensável fraternidade.

Deus nos proporciona todos os dias, as mais diversificadas oportunidades de realização no campo das boas ações, para que possamos elaborar com segurança a construção da nossa ascensão em benefício da nossa própria felicidade na vida do porvir, e, cabe a cada criatura usando de seu próprio livre arbítrio, isto é, da decisão de realizar ou não o que a situação lhe exige, e decidir por aproveitar a chance de estender suas mãos a quem dele se fizer carente, beneficiando-o e por conseqüência beneficiando-se também.

Foi Jesus que nos afirmou que: “a cada um segundo as suas obras”, deixando-nos o recado de que o resultado da plantação será sempre a colheita boa ou má, dependendo de cada um a escolha do que plantar, caridade ou indiferença, empenho ou desprezo, trabalho ou inércia.

A Doutrina espírita nos ensina que “Fora da Caridade não há salvação”. Dessa forma, para quem deseja a salvação, ou seja a vitória sobre suas mazelas inferiores, no progresso individual a caminho da perfeição e da pureza do Espírito Imortal que todos somos, não resta melhor alternativa, senão seguir os exemplos deixados por aquele que é para todos nós, o Caminho a Verdade e a Vida.

Precisamos ter sempre em mente, essa certeza cristalina.

Espírito: Josepha
Por: Francisco Rebouças.
Espiri-tista

Crise Econômica Mundial


Wellington Balbo – Bauru – SP.

A crise econômica mundial vem trazendo pânico a muita gente. Empresários preocupados colocam o pé no freio e deixam de contratar. Indústria e comércio deixam de crescer. O que mais se houve é: tal empresa demitiu tantos, tal empresa concedeu férias coletivas e por ai vai...

Imperioso admitir: se há coisas que escapam ao nosso alcance, há também situações que podemos modificar. Enfim, se maximizamos a crise, ela será enorme, sem precedentes, causando recessão. No entanto, podemos minimizá-la, enxergando-a não como bicho de sete cabeças, mas sim como oportunidade de progresso. Um desafio a ser vencido. Em realidade, o bicho de sete cabeças que muitos anunciam é, não raro, um pobre bichinho de uma cabeça só, e que estampa em si a palavra: criatividade. Sim, com criatividade e menos alarde, menos fofoca e especulação venceremos facilmente a crise econômica mundial, porquanto ela não é tão feia quanto parece.

A verdade é que o ser humano, muitas vezes para tirar vantagem tende a maximizar as coisas. Infelizmente. Há tanto alarde em relação a essa crise que algumas empresas começam as demissões antes do tempo, demitem não por que a crise as pegou, mas sim por que vão no embalo de outras empresas. Pior: muitas vezes demitem para aproveitar a carona da tal crise e aumentar seus dividendos. Menos funcionários, maiores lucros, lamentavelmente essa é a visão de alguns líderes empresariais. E estes “líderes” passam a seguinte mensagem aos liderados: “Olha, a coisa está feia, ou você se desdobra ou vai para o olho da rua”. E o funcionário, ainda refém da carteira assinada, por que fomos domesticados pela cultura da CARTEIRA ASSINADA, teme entrar para o time dos desempregados.

Trabalho em indústria de embalagens plásticas e, como é da ciência de todos, o plástico é termômetro econômico. Bem, não estamos vendo crise, ao contrário, continuamos de vento em popa, ou melhor, vendendo ainda mais do que no ano passado. Em plena crise, estamos crescendo. Por quê? Alguma mágica? Nada disso. É que procuramos utilizar a criatividade, desenvolver novos produtos, primar pela qualidade e, sobretudo, honestidade. Nada de demissões. Ora, estamos crescendo, vamos mais é contratar. Portanto, um dos ingredientes para vencer a crise é também a honestidade. Ultimamente, em virtude da redução dos preços da matéria prima, recebo ligações dos clientes que dizem: “ Sabemos da redução dos preços na matéria prima, você não vai repassá-los? Respondo de uma só vez: “Não”. Eles tornam a perguntar: “Por quê?”. Eu torno a responder: “ Porque quando houve aumento nos preços da matéria prima nós não repassamos a você, logo, a redução que houve não é suficiente para que eu possa repassá-la”. Relação honesta com o cliente. Outro fato costumeiro é o pedido de descontos, o cliente pergunta: “Este preço é final, não há descontos?” Respondo: “Não, para essa quantidade o preço é este mesmo, não trabalhamos com descontos”. Por quê? Porque a tão propalada negociação é jogo de mentiras. O vendedor joga o preço lá em cima por que sabe que o cliente costuma pechinchar e, de pechincha em pechincha o preço chega finalmente a seu valor justo. Portanto, as negociações nada mais são do que jogo de mentiras, em que se luta para obter vantagem. O mesmo ocorre com a crise, muito do que vemos veiculado na mídia, espalhando o medo, desesperança e também inibindo o empreendedor, trata-se apenas de jogo de mentiras, bravatas visando o enriquecimento de alguns à custa de outros. Uma das receitas para vencer o desafio da crise é, portanto, ser criativo e honesto.

Wellington BalboPlasvipel Embalagens - 14 3203 2044



Espiri-tista

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

DESPERTAMENTO

Francisco Rebouças
Importante lição nos mostra a passagem registrada pelo evangelista, num dos trechos da parábola do filho pródigo, que nos faz despertar para a observância de valiosas considerações em torno da vida. Diz a parábola: "Caindo, porém, em si..." ¹

Somente depois que o indivíduo reconhece que necessita de transformação, é que poderá perceber o quanto precisa empreender de esforços na consecução da almejada reviravolta; na parábola citada, somente quando o jovem caiu em si, isto é, se deu conta do acontecido, é que foi capaz de observar que tudo tinha quando em companhia de seu pai, e que não soubera dar o respectivo valor, e o abandonara em busca de suas próprias convicções. Dessa forma, percebeu o grande engano cometido ao ter desperdiçado toda a parte que lhe coubera na partilha que ele próprio exigira, retornando infeliz e arrependido para receber a generosa compaixão de seu genitor.

Assim também, são variados os personagens que a Boa Nova nos apresenta que depois de se reconhecerem em erro, pela própria conscientização da situação por que passavam, decidiram-se por trabalhar para a devida retificação de suas anteriores posições, a tempo de realizarem salvadoras retificações, em transformações que nos servem até os dias conturbados de hoje como exemplos a serem imitados por todos nós que almejamos crescer em moralidade e decência.

Temos entre tantos os exemplos deixados por Maria de Magdala que por invigilância pusera sua vida íntima nas mãos de gênios perversos das trevas; todavia, caindo em si, sob a influência do chamado do Cristo, observa o tempo perdido e parte resoluta para a conquista da mais elevada dignidade espiritual, por intermédio da humildade e da renunciação, conquistando assim a sua maior vitória, que foi sobre si mesma.

Pedro, intimidado ante as ameaças de perseguição e sofrimento, nega o Mestre Divino por três vezes antes do canto marcante do galo conforme lhe houvera advertido o Mestre de Nazaré; no entanto, caindo em si, ao se lhe deparar com o olhar compassivo de Jesus, chora amargamente e avança, resoluto, para a sua reabilitação, apascentando as ovelhas, do seu Mestre, no apostolado dedicado até a senectude de suas forças físicas.

Paulo de Tarso, primeiramente dedica-se de corpo e alma ao cultivo e observação da Lei de que se tornara tenaz defensor, e entregou-se a desvairada paixão contra o Cristianismo perseguindo furioso, todas as manifestações do Evangelho nascente; no entanto, caindo em si, perante o chamado sublime do Senhor, no feliz acontecido da estrada de Damasco, penitencia-se dos seus erros e converte-se num dos mais brilhantes colaboradores do triunfo cristão na Terra.

Nas correntes religiosas dos dias da atualidade, também há grande massa de crentes de todos os matizes, nas mais diversas linhas da fé, todavia; reinam entre eles a perturbação e a dúvida, porque vivem mergulhados nas interpretações puramente verbalistas da revelação celeste, em gozos fantasistas, entre mentiras e ilusões, apegados ás vantagens da vida material, desperdiçando oportunidades sublimes de elevação em moralidade, imantados pelas vantagens enganadoras da paz do mundo.

Vivem iludidos pelas alegrias proporcionadas pelos interesses imediatistas, que geram uma enganosa e passageira sensação de paz e bem estar do corpo de carne, propiciadas pelos anestésicos tóxicos da comida e da bebida sem controle.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, temos as devidas explicações sobre o verdadeiro sentido que devemos ter da vida, que dever ser vivida com a certeza de que se estende muito além da vida material que ora vivenciamos, conforme segue:

O ponto de vista

“A idéia clara e precisa que se faça da vida futura proporciona inabalável fé no porvir, fé que acarreta enormes conseqüências sobre a moralização dos homens, porque muda completamente o ponto de vista sob o qual encaram eles a vida terrena. Para quem se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é indefinida, a vida corpórea se torna simples passagem, breve estada num pai ingrato. As vicissitudes e tribulações dessa vida não passam de incidentes que ele suporta com paciência, por sabê-las de curta duração, devendo seguir-se-lhes um estado mais ditoso. A morte nada mais restará de aterrador; deixa de ser a porta que se abre para o nada e torna-se a que dá para a libertação, pela qual entra o exilado numa mansão de bem-aventurança e de paz. Sabendo temporária e não definitiva a sua estada no lugar onde se encontra, menos atenção presta às preocupações da vida, resultando-lhe daí uma calma de espírito que tira àquela muito do seu amargor.”

Assim sendo, nós, alistados nas fileiras do espiritismo, já devidamente alertados pela fé raciocinada da doutrina que esposamos, com a noção que possuímos da vida futura que nos aguarda, precisamos despertar imediatamente, sob a luz das mensagens e dos exemplos de Jesus e, abraçarmos as tarefas de renovação propostas pelo sublime emissário de Deus para os homens, transferindo-nos do campo da inércia e da desatenção para com as coisas do espírito imortal que somos, e procuremos trabalhar intensamente pela nossa redenção, e dos que conosco jornadeiam na sociedade em que nos movimentamos, e procuremos meditar profundamente no quanto já podemos realizar em prol do desenvolvimento e crescimento do bem, e, certamente observaremos surpreendidos, como a vida se tornará diferente para melhor em volta dos nossos passos.

Fontes:

1) Epístola de Lucas, Cap. 15 – VV. 17
2) E.S.E. - Cap. II, item 5

Francisco Rebouças.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Simples imposição das mãos, porquê?

Assunto: PASSE

Procedimento dos médiuns na mediunidade de CURA.
Movimentar ou não as mãos no exercício do passe.
Fontes de consulta:
A Codificação do Espiritismo, incluindo a Revista Espírita, e obras complementares de reconhecido conteúdo doutrinário.
Pesquisa elaborada por:

Francisco Rebouças

Janeiro/2008

Simples imposição das mãos, porquê?



Primeira Parte:
Introdução: Motivado, pelas constantes perguntas que nos são dirigidas, sobre a postura dos médiuns passistas no trabalho do passe nas nossas casas espíritas, e, diante da dúvida que muita gente confessa ter, de como se comportar em relação ao paciente postado à sua frente, visto que, não são os mesmos os procedimentos levados a efeito em todas as nossas instituições, devido às diferentes interpretações existentes no movimento espírita, estamos trazendo nossa pequena mais honesta contribuição, haurida nos postulados da codificação e nas obras auxiliares que muito nos ajudarão na compreensão e execução de nossas tarefas de caridade na mediunidade de Cura.

Não pretendemos ter a audácia de nos apresentar como os donos da verdade, nem o disparate de pensar que estamos dizendo a última palavra sobre o tema aqui exposto, simplesmente não somos de fugir dos desafios, que encaramos com o objetivo único de contribuir de forma positiva para uma melhor compreensão das atividades da mediunidade, pela simples satisfação de ver as tarefas espíritas cada vez mais esclarecidas, para um perfeito entendimento de todos nós, visando produzir os melhores resultados, na tarefa de ajuda ao nosso próximo.

Começamos por afirmar, que essa preocupação pela melhor e mais correta forma de procedimento do médium em favor do doente, é bastante antiga, pois, no tempo de Allan Kardec, ela já causava dúvidas aos passistas na prática de transmissão dos fluidos para o enfermo necessitado, conforme pergunta enviada ao codificador, constante da Revista Espírita que transcrevemos abaixo. Da sua resposta, selecionamos alguns trechos para nossa compreensão e esclarecimento, sobre o assunto aqui enfocado.

Mediunidade Curadora : Volume VIII da Revista Espírita de setembro de 1865. pág. 257 a 262.

DA MEDIUNIDADE CURADORA.
Escrevem-nos de Lyon, 12 de julho de 1865: "Caro Senhor Kardec. "Venho, na qualidade de Espírita, recorrer à vossa cortesia, e vos rogar consentir em dar-me alguns conselhos relativamente à prática da mediunidade curadora pela imposição das mãos. Um simples artigo a este respeito na Revista Espírita, contendo alguns desenvolvimentos, seria acolhido, disto estou seguro, com um grande interesse, não só por aqueles que, como eu, se ocupam desta questão com ardor, mas ainda por muitos outros a quem essa leitura poderia inspirar o desejo de dela se ocupar também. Lembro-me sempre dessas palavras de uma sonâmbula que eu havia formado. Eu a enviei, durante seu sono magnético, para visitar uma doente à distância, e a meu pedido como se poderia curá-la, ela disse: "Há alguém em sua aldeia que o poderia, é um tal; é "médium curador, mas sobre isto nada sabe."
"Não sei até que ponto essa faculdade é especial, cabe-vos mais do que a qualquer outro apreciá-la, mas se ela o é realmente, como seria de desejar, que atraísseis sobre este ponto a atenção dos Espíritas. Mesmo todos aqueles que, fora de nossas opiniões, vos lessem, não poderiam ter nenhuma repugnância em tentar uma faculdade que não pede senão a fé em Deus e a prece. Que de mais geral, de mais universal? Não é mais questão de Espiritismo, e cada um, nesse terreno, pode conservar suas convicções.
Quantas irmãs de caridade, quantos bons curas do campo, quantos milhares de pessoas piedosas, ardentes pela caridade, poderiam ser médiuns curadores? É o que sonho em todas as religiões, em todas as seitas. Aceita por toda a parte, essa faculdade, esse presente divino da bondade do Criador, em lugar de ficar como apanágio de alguns, cairia, se assim posso me expressar, no domínio público. Este seria um belo dia para aqueles que sofrem, e há tantos deles!
"Mas, para exercer essa faculdade, independentemente de uma fé viva e da prece, podem existir condições a reunir, procedimento a seguir para agir o mais eficazmente possível. Qual é a parte do médium na imposição das mãos? Qual é a dos Espíritos? É preciso empregar a vontade, como nas operações magnéticas, ou se limitar a pedir, deixando agir à sua vontade a influência oculta? Essa faculdade é realmente especial ou acessível a todos? O organismo nela desempenha um papel, e que papel? Essa faculdade pode ser desenvolvida, e em que sentido?
"Eis aqui onde vossa longa experiência, vossos estudos sobre as influências fluídicas, o ensino dos Espíritos elevados que vos assistem, e, enfim, os documentos que recolheis de todos os cantos do globo, podem vos permitir nos esclarecer e nos instruir; ninguém, como vós, está colocado nessa situação única. Todos aqueles que se ocupam da questão desejam vossos conselhos tanto quanto eu, disto estou seguro, e creio me fazer o intérprete de todos. Que mina fecunda é a mediunidade curadora! Aliviar-se-á ou se curará o corpo, e pelo alívio ou pela cura encontrar-se-á o caminho do coração, lá onde freqüentemente a lógica havia fracassado. Quantos recursos possui o Espiritismo!
Quanto é rico dos meios dos quais é chamado a se servir! Não deixando nenhum deles improdutivo; quanto tudo concorre a elevá-lo e a difundi-lo. Nisto nada poupais, caro senhor Kardec, e depois de Deus e dos bons Espíritos, o Espiritismo vos deve o que é. Já tendes uma recompensa disto neste mundo pela simpatia e afeição de milhões de corações que oram por vós, sem contar a verdadeira recompensa que vos espera num mundo melhor. 'Tenho a honra, etc. "A. D.”

Vejam abaixo, a resposta de Allan Kardec, sobre o tema não definindo absolutamente este ou aquele método ‘como fazem alguns confrades’ mas, explicando a pergunta feita sobre a simples imposição das mãos. Sabedor que o espiritismo teria no futuro outras muitas respostas do mundo espiritual “vide: André Luiz, Manoel Philomeno de Miranda, Leon Denis, Vianna de Carvalho, entre vários outros”, usou do seu conhecido bom senso, na elucidação da questão proposta acima.
Kardec:
“O que nos pede nosso honorável correspondente não é nada menos do que um tratado sobre a matéria. A questão foi esboçada em O Livro dos Médiuns e em muitos artigos da Revista, a propósito de fatos de curas e de obsessões; ela está resumida em O Evangelho Segundo o Espiritismo, a propósito das preces para os doentes e os médiuns curadores. Se um tratado regular e completo não pode ainda ser feito, isto se prende a duas causas: a primeira que, apesar de toda a atividade que desdobramos em nossos trabalhos, nos é impossível fazer tudo ao mesmo tempo; a segunda, que é mais grave, está na insuficiência das noções que se possuem ainda a esse respeito. O conhecimento da mediunidade curadora é uma das conquistas que devemos ao Espiritismo; mas o Espiritismo, que começa, não pode ainda haver dito tudo; não pode, de um só golpe, nos mostrar todos os fatos que ele abarca; cada dia deles desenvolve novos, de onde decorre novos princípios que vêm corroborar ou completar aqueles que já se conheciam, mas é preciso o tempo material para tudo; qualquer parte integrante do Espiritismo é, por si mesma, toda uma ciência, porque se liga ao magnetismo, e abarca não só as doenças propriamente ditas, mas todas as variedades, tão numerosas e tão complicadas de obsessões que, elas mesmas, influem sobre o organismo. Não é, pois, em algumas palavras que se pode desenvolver um assunto tão vasto. Nele trabalhamos, como em todas as outras partes do Espiritismo, mas como não queremos nele nada pôr de nossa autoridade e que seja hipotético, não procedemos senão pelo caminho da experiência e da observação. Os limites deste artigo não nos permitindo dar-lhe os desenvolvimentos que comporta, resumimos alguns dos princípios fundamentais que a experiência consagrou (...).”

Em seu longo e detalhado enfoque sobre o assunto, Kardec nos dá inúmeras razões para crer que o médium deve se preparar não só para ser uma simples máquina transmissora de fluidos, ‘como se fosse um mero robô’, mas, um agente de cura conforme contido na matéria que segue:
“(...) A mediunidade curadora se exerce pela ação direta do médium sobre o doente, com a ajuda de uma espécie de magnetização de fato ou de pensamento.

(...) Seria, pois, um erro considerar o magnetizador como uma simples máquina na transmissão fluídica.
Nisto como em todas as coisas, o produto está em razão do instrumento e do agente produtor. Por estes motivos, haveria imprudência em se submeter à ação magnética do primeiro desconhecido; abstração feita dos conhecimentos práticos indispensáveis, o fluido do magnetizador é como o leite de uma nutriz: salutar ou insalubre.

A propósito, sobre o assunto, vejamos o que nos fala André Luiz, no livro: Mecanismos da Mediunidade, através da psicofrafia de Chico Xavier, FEB 12ª edição página 160.
MÉDIUM PASSISTA — “(...) Referimo-nos, sim, aos intérpretes da Espiri­tualidade Superior, consagrados à assistência provi­dencial aos enfermos, para encorajar-lhes a ação.
Decerto, o estudo da constituição humana lhes é naturalmente aconselhável, tanto quanto ao aluno de enfermagem, embora não seja médico, se reco­menda a aquisição de conhecimentos do corpo em si. E do mesmo modo que esse aprendiz de rudi­mentos da Medicina precisa atentar para a assepsia do seu quadro de trabalho, o médium passista ne­cessitará vigilância no seu campo de ação, porqüanto de sua higiene espiritual resultará o reflexo benfazejo naqueles que se proponha socorrer. Eis porque se lhe pede a sustentação de hábitos nobres e atividades limpas, com a simplicidade e a humil­dade por alicerces no serviço de socorro aos doen­tes, de vez que semelhantes fatores funcionarão à maneira do tungstênio na lâmpada elétrica, susce­tível de irradiar a força da usina, produzindo a luz necessária à expulsão da sombra.
O investimento cultural ampliar-lhe-á os recur­sos psicológicos, facilitando-lhe a recepção das or­dens e avisos dos instrutores que lhe propiciem amparo, e o asseio mental lhe consolidará a influên­cia, purificando-a, além de dotar-lhe a presença com a indispensável autoridade moral, capaz de induzir o enfermo ao despertamento das próprias forças de reação”.

Assim sendo, perguntamos: Como deixar de atender às sugestões e inspirações dos Mensageiros do Além na hora do passe, pois, justamente para isso nos preparamos?

Voltemos à revista Espírita:
*7. O médium curador recebe o influxo fluídico do Espírito, ao passo que o magnetizador haure tudo em si mesmo. Mas os médiuns curadores, na estrita acepção da palavra, quer dizer, aqueles cuja personalidade se apaga completamente diante da ação espiritual, são extremamente raros, porque esta faculdade, elevada ao seu mais alto grau, requer um conjunto de qualidades morais que raramente se encontra sobre a Terra; somente eles podem obter, pela imposição das mãos, essas curas instantâneas que nos parecem prodigiosas; muito poucas pessoas podem pretender este favor. O orgulho e o egoísmo sendo as principais fontes das imperfeições humanas, disso resulta que aqueles que se gabam de possuir esse dom, que vão por toda a parte enaltecendo as curas maravilhosas que fizeram, ou que dizem ter feito, que procuram a glória, a reputação ou o proveito, estão nas piores condições para obtê-la, porque esta faculdade é o privilégio exclusivo da modéstia, da humildade, do devotamento e do desinteresse. Jesus dizia àqueles que tinha curado: Ide dar graças a Deus, e não o digais a ninguém.

8. A mediunidade curadora pura sendo, pois, uma exceção neste mundo, disso resulta que há quase sempre ação simultânea do fluido espiritual e do fluido humano; quer dizer, que os médiuns curadores são todos mais ou menos magnetizadores, é por isso que agem segundo os procedimentos magnéticos; a diferença está na predominância de um ou de outro fluido, e na maior ou na menor rapidez da cura. Todo magnetizador pode se tornar médium curador, se sabe se fazer assistir pelos bons Espíritos; neste caso os Espíritos lhe vêm em ajuda, derramando sobre ele seu próprio fluido que pode decuplicar ou centuplicar a ação do fluido puramente humano.

10. Mas se a vontade é ineficaz quanto ao concurso dos Espíritos, ela é onipotente para imprimir ao fluido, espiritual ou humano, uma boa direção, e uma energia maior. No homem débil e distraído, a corrente é débil, a emissão fraca; o fluido espiritual se detém nele, mas sem proveito para ele; no homem de uma vontade enérgica, a corrente produz o efeito de uma ducha. Não é preciso confundir a vontade enérgica com a teimosia, porque a teimosia é sempre uma conseqüência do orgulho e do egoísmo, ao passo que o mais humilde pode ter a vontade do devotamento.
A vontade é ainda onipotente para dar aos fluidos as qualidades especiais apropriadas à natureza do mal. Este ponto, que é capital, se prende a um princípio ainda pouco conhecido, mas que está em estudo, o das criações fluídicas, e das modificações que o pensamento pode fazer a matéria suportar. O pensamento, que provoca uma emissão fluídica, pode operar certas transformações moleculares e atômicas, como se vê isto se produzir sob a influência da eletricidade, da luz ou do calor”.
*No item 7 (sete) acima, nas suas claras e sábias explicações, o codificador nos alerta para os caracteres da elevação moral-espiritual imprescindíveis de que carece o médium, para se utilizar da simples imposição das mãos sobre o enfermo, afirmando-nos taxativamente: “muito poucas pessoas podem pretender este favor”.

E nós acrescentamos: Quem se achar dotado de tais virtudes que as utilize, penso que infeliz mente sem qualquer intenção de falsa modéstia, não me acho entre esses.

Segunda Parte
Nossas pesquisas na literatura Espírita sobre o tema
Sobre o papel exercido pelo médium no serviço de magnetização pelos passes, vejamos o contido no mesmo volume VIII, da Revista Espírita de l865, página 267, ainda no mês de setembro, que abaixo transcrevemos:
“Como procede um magnetizador comum? Suponhamos que queira agir sobre um braço, por exemplo: concentra sua ação sobre esse membro, e por um simples movimento de seus dedos, executado à distância e em todos os sentidos, agindo absolutamente como se o contato da mão fosse real, ele dirige uma corrente fluídica sobre o ponto desejado (...)”.
Seguimos nosso estudo, enfocando um exemplo de cura realizada pelos passistas, com a movimentação das mãos, em determinadas partes do corpo da enferma conforme segue:

Cura na Revista Espírita: Volume VII, Janeiro 1864 – Página 6

"Madame P... estava afetada, há vinte e oito anos, de uma hiperestesia aguda ou sensibilidade exagerada da pele, enfermidade que a retinha em seu quarto há quinze anos.
Ela mora numa pequena cidade vizinha, e, tendo ouvido falar de nosso grupo, veio procurar alívio junto a nós. Ao cabo de trinta e cinco dias, voltou completamente curada.
Durante esse tempo, recebeu cada dia um quarto de hora de emissão fluídica, com o concurso de nossos guias espirituais.
"Dávamos, ao mesmo tempo, nossos cuidados a um epiléptico, atingido por essa terrível enfermidade há vinte e sete anos. As crises se renovavam quase cada noite, e cada vez sua mãe passava longas horas à sua cabeceira. Trinta e cinco dias bastaram para essa cura importante, e que estava feliz, essa mãe, acompanhando seu filho radicalmente curado! Nós revezávamos, todos os três, de oito dias em oito dias, para a emissão fluídica, colocávamos a mão, ora sobre a cavidade do estômago do enfermo, ora sobre a nuca, no início do pescoço. Cada dia o enfermo podia constatar uma melhora; nós mesmos, depois da evocação e durante o recolhimento, sentíamos o fluido exterior nos invadir, passar em nós, e escapar-se de nossos dedos alongados e de nosso braço estendido para o corpo do sujeito que tratávamos.
"Dávamos nesse momento nossos cuidados a um segundo epiléptico; desta vez, a enfermidade seria talvez mais rebelde, uma vez que é hereditária. O pai deixou, aos seus quatro filhos, o germe dessa afecção; enfim, com a ajuda de Deus e dos bons Espíritos, esperamos reduzi-la em todos os quatro.
"Caro mestre, reclamamos o socorro de vossas preces e as de nossos irmãos de Paris. Esse socorro será para nós um encorajamento e um estímulo aos nossos esforços.”

Obs.: Na narrativa acima, a cura foi obtida pala colocação das mãos dos médiuns nos prováveis locais da enfermidade, e não pela simples imposição das mãos dos passistas sobre a cabeça da enferma.
Nas Obras auxiliares
1) “Conrado, impondo a destra sobre a fronte da médium, comunicou-lhe radiosa corrente de forças e inspirou-a a movimentar as mãos sobre a doente, desde a cabeça até o fígado enfermo.Notamos que o córtex encefálico se revestiu de substância luminosa que, descendo em fios tenuíssimos, alcançou o campo visceral.
A senhora exibiu inequívoca expressão de alí­vio, na expressão fisionômica, retirando-se visível­mente satisfeita, depois de prometer que voltaria ao tratamento.”

Livro:Domínios da Mediunidade, Cap. 17 serviços de Passes, Pag. 169. Chico Xavier/ André luiz.

2) “(...) O Coronel Sobreira, inspirado pelo Mentor, acercou-se do médium e acudiu Matias incorporado com o recurso da aplicação de passes magnéticos de longo curso com a função calmante....”

Livro: Grilhões Partidos – Livraria Espírita Alvorada - Editora, 11ª edição. Cap. 19, pag. 167. Divaldo Pereira Franco/ Manoel Philomeno de Miranda.
3) “Logo após, entre Cláudio e Salomão, orou, emocionado. Suplicou a bênção do Cristo para a menina atropelada, qual se expusesse, diante de Jesus invisível, uma filha profundamente cara, e, em seguida, ministrou-lhe passes de longo curso com o devotamento de quem lhe transferia as próprias forças.
Cooperamos com ele, sob o olhar penetrante de Moreira, que tudo anotava como que sequioso de aprender.
A operação, saturada de agentes reconstituin­tes do plano físico, infundiu grande bem à moça, melhorando-lhe a condição geral. Relaxou-se-lhe mais intensamente o esfíncter da micção, a respiração desoprimiu-se e conseguiu entrar em sono calmo.”

Livro: Sexo e Destino, Chico Xavier e Waldo Vierra/ André Luiz – FEB 18ª edição – II Parte, Cap.II, pag.192.
4)´“A vontade de aliviar, de curar - dissemos - comunica ao fluido magnético propriedades curativas. O remédio para os nossos males está em nós. Um homem bom e sadio pode atuar sobre os seres débeis e enfermiços, regenerá-los por meio de sopro, pela imposição das mãos e mesmo mediante objetos impregnados da sua energia. Opera-se mais freqüentemente por meio de gestos, denominados passes, rápidos ou lentos, longitudinais ou transversais, conforme o efeito, calmante ou excitante, que se quer produzir nos doentes. Esse tratamento deve ser seguido com regularidade, e as sessões renovadas todos os dias até à cura completa”.

Livro: Livro No Invisível, Léon Denis, Cap. XV.
5) Saí das reflexões, quando foi convidado pela Benfritora à aplicação do socorro fluídico, em que se transferiram energias mais esprcíficas a Argos.
O auxílio de Bernardo, valioso, criara a predisposição para que o doente assimilasse, dessa vez, outro tipo de fluidos procedentes do corpo físico sadio do sensitivo.
Foi proferida uma oração de alto significado emocional, de que todos participamos e, ato contínuo, o médium, seguramente conduzido pela Irmã Angélica, deu início à operação socorrista.
A princípio com movimentos rítimicos e em direção longitudinal, desembaraçou o enfermo das energias absorvidas e dos miasmas venenosos que lhe empestavam o organismo, como a desentoxicar as células, facilitando-lhes a renovação.
Foram mais cuidadosamente atendidos os centros coronário, cardíaco e gástrico, que exteriorizavam coloração escura e fluido pastoso, letal
. Em seguida passou a transferir-lhe as forças restauradoras, mediante a imposição das mãos nas referidas áreas que, lentamente foram absorvendo a energia salutar e mudando de cor, irradiando para todo o corpo as vibrações de reequilíbrio. Logo após, foi magnetizada a água, que lhe foi oferecida em pequena dose e se encerrou o labor da caridade fraternal.

Livro: Painés da Obsessão – Divaldo Pereira Franco/Manoel Philomeno de Miranda . Livraria Espírita Alvorada Editora – 8ª edição, Cap. 27, Pag.253.

6) “A simples “imposição das mãos” com o consequente apelo às Potências Sublimes, não quer significar condição preponderante.



Para o exercício equilibrado da mediunidade curadora, através do serviço do passe, são exigidos vários requisitos que não podem ser amesquinhados.

Inalterável confiança no Senhor e conduta compatível com a fé esposada.

Serenidade íntima e passividade completa à inspiração superior.

Sintonia com as Esferas Mais Altas e hábito da prece.


Capacidade de amor ao próximo e abnegação na extensão do serviço de auxílio.


Espírito de humildade e tirocínio de discernimento.


Saúde física e mental e meditação nos objetivos superiores da vida.
***
Após as malogradas tentativas feitas pelos discípulos, de expulsão do “espírito imundo” que se apossara de um jovem lunático, o Mestre sem delongas, repreendeu o desencarnado e libertou o enfermo.


E como os companheiros lhe indagassem o porquê do próprio fracasso, o Senhor, após falar-lhes da falta de fé, afirmou sereno: “esta casta de espíritos não se expulsa senão pela oração e pelo jejum”.


Tal oração, consideremos a comunhão constante com Deus, da qual decorre o jejum aos atos que degradam o espírito e envilecem o caráter.


Assim fazendo, não padecem dúvidas: os resultados na aplicação dos passes serão salutares e imediatos.


Livro: Dimensões da Verdade
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis


Dos Confrades da Doutrina:
7) DIVALDO PEREIRA FRANCOTrazemos, a seguir, questão formulado sobre o assunto pelo Jornal do CEPEAK, ao conhecido Tribuno espírita Divaldo Pereira Franco, em entrevista concedida ao citado órgão de divulgação do espiritismo em sua edição de março/abril de 2003, conforme segue:
J. Cepeak – No livro “Nos Domínios da Mediunidade” – Cap. 17, André Luiz nos diz que “Conrado impondo as mãos sobre a fronte da médium, inspirou-a a movimentar as mãos sobre a doente, desde a cabeça até o fígado enfermo”. Kardec diz que os olhos e as mãos são órgãos de emissão e direção de fluidos. (Obras Póstumas – Fotografia e Telegrafia do Pensamento). Existe uma corrente dentro do movimento espírita afirmando que ao médium incumbe apenas impor as mãos sobre a cabeça do paciente, como fazia Jesus e que o restante cabe aos espíritos superiores em servico.

Perguntamos:

a) Para que André Luiz nos ensinaria sobre as funções dos centros de forças (chacaras)?

b) Para que os técnicos do plano espiritual precisariam do fluido animalizado do médium que eles podem extrair de toda parte?

c) Se não temos a superioridade de Jesus, que curava até com saliva e lodo e mesmo à distância (o centurião romano e o servo etc), por que o médium deve ser dispensado da movimentação discreta e consciente das mãos? Em resumo: o médium, atendidos os requisitos básicos, deve se limitar a impor as mãos sobre o paciente no momento do passe?

Divaldo – Confesso aceitar, sem qualquer restrição, a orientação do Espírito André Luiz, através da mediunidade do apóstolo Chico Xavier, perfeitamente centrada no pensamento Kardequiano, direcionando as mãos do passista no rumo do órgão enfermo. Jesus pela exelência de que se encontrava revestido, penetrava no âmago do ser e, conhecendo a problemática da saúde que o atormentava, bastava impor-lhe as mãos, tocá-lo ser tocado na fímbria dos Seus vestidos, desejar apenas e a recuperação de imediato se dava. Como há uma distância abissal entre ELE e nós, prefiro agir nos chakras correspondentes ao distúrbio orgânico, emocional ou psíquico, embora sem tocar no paciente, evitando imcompreensões, e conclusões injustificáveis.

Extraindo do fluido universal as energias que necessitam para operarem o socorro aos necessitados, os Mentores igualmente utilizam do fluido animal do médium, perfeitamente compatível com o do paciente, ainda mais quando ocorre a cooperação espontânea e enriquecedora do doador ou passista.

As correntes de opinião, quando sinceras e fundamentadas na Doutrina, são todas respeitáveis. No entanto, a experiência de cada pessoa permite-lhe agir conforme os resultados que vem colhendo, sem preocupar-se com as diferenças de métodos, modelos e fórmulas.

Sempre haverá opinião discordante em todo mister de natureza humana, considerando-se os diferentes níveis de consciência, de conhecimento, de comportamento pessoal.

Terceira Parte
Passo agora, para a análise das curas efetuadas por Jesus, constantes das obras espíritas, para tentar entender onde é que estão situados os fundamentos dos quais muitos dos nossos confrades dizem ter por base a tal prática da simples imposição das mãos.
As Curas de Jesus
A Gênese, FEB 36ª Edição, Cap. XV.
1) Perda de sangue

10. - Então, uma mulher, que havia doze anos sofria de uma hemorragia; - que sofrera muito nas mãos dos médicos e que, tendo gasto todos os seus haveres, nenhum alívio conseguira, - como ouvisse falar de Jesus, veio com a multidão atrás dele e lhe tocou as vestes, porquanto, dizia: Se eu conseguir ao menos lhe tocar nas vestes, ficarei curada. - No mesmo instante o fluxo sangüíneo lhe cessou e ela sentiu em seu corpo que estava curada daquela enfermidade.
Logo, Jesus, conhecendo em si mesmo a virtude que dele saíra, se voltou no meio da multidão e disse: Quem me tocou as vestes? - Seus discípulos lhe disseram: Vês que a multidão te aperta de todos os lados e perguntas quem te tocou? – Ele olhava em torno de si à procura daquela que o tocara.
A mulher, que sabia o que se passara em si, tomada de medo e pavor, veio lançar-se-lhe aos pés e lhe declarou toda a verdade. - Disse-lhe Jesus: Minha filha, tua fé te salvou; vai em paz e fica curada da tua enfermidade. (S. Marcos, cap. V, vv. 25 a 34.)

2) Cego de Betsaida
12. - Tendo chegado a Betsaida, trouxeram-lhe um cego e lhe pediam que o tocasse. Tomando o cego pela mão, ele o levou para fora do burgo, passou-lhe saliva nos olhos e, havendo-lhe imposto as mãos, lhe perguntou se via alguma coisa. – O homem, olhando; disse: Vejo a andar homens que me parecem árvores. - Jesus lhe colocou de novo as mãos sobre os olhos e ele começou a ver melhor. Afinal, ficou tão perfeitamente curado, que via distintamente todas as coisas. - Ele o mandou para casa, dizendo-lhe: Vai para tua casa; se entrares no burgo, a ninguém digas o que se deu contigo. (S. Marcos, cap. VIII, vv. 22 a 26.)

3) Paralítico

14. - Tendo subido para uma barca, Jesus atravessou o lago e veio à sua cidade (Cafarnaum). - Como lhe apresentassem um paralítico deitado em seu leito, Jesus, notando-lhe a fé, disse ao paralítico: Meu filho, tem confiança; perdoados te são os teus pecados.
Logo alguns escribas disseram entre si: Este homem blasfema. - Jesus, tendo percebido o que eles pensavam, perguntou-lhes: Por que alimentais maus pensamentos em vossos corações? - Pois, que é mais fácil dizer: - Teus pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda?Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na Terra o poder de remitir os pecados: Levanta-te, disse então ao paralítico, toma o teu leito e vai para tua casa.
O paralítico se levantou imediatamente e foi para sua casa. Vendo aquele milagre, o povo se encheu de temor e rendeu graças a Deus, por haver concedido tal poder aos homens. (S. Mateus, cap. IX, vv. 1 a 8.)

4) Os dez leprosos
16. - Um dia, indo ele para Jerusalém, passava pelos confins da Samaria e da Galiléia - e, estando prestes a entrar numa aldeia, dez leprosos vieram ao seu encontro e, conservando-se afastados, clamaram em altas vozes: Jesus, Senhor nosso, tem piedade de nós. - Dando com eles, disse-lhes Jesus: Ide mostrar-vos aos sacerdotes. Quando iam a caminho, ficaram curados.
Um deles, vendo-se curado, voltou sobre seus passos, glorificando a Deus em altas vozes; - e foi lançar-se aos pés de Jesus, com o rosto em terra, a lhe render graças. Esse era samaritano.
Disse então Jesus: Não foram curados todos dez? Onde estão os outros nove?
Nenhum deles houve que voltasse e glorificasse a Deus, a não ser este estrangeiro? - E disse a esse: Levanta-te; vai; tua fé te salvou. (S. Lucas, capítulo XVII, vv. 11 a 19.)

5) Mão seca

18. - Doutra vez entrou Jesus no templo e aí encontrou um homem que tinha seca uma das mãos. - E eles o observavam para ver se ele o curaria em dia de sábado, para terem um motivo de o acusar. - Então, disse ele ao homem que tinha a mão seca: Levanta-te e coloca-te ali no meio. - Depois, disse-lhes: É permitido em dia de sábado fazer o bem ou mal, salvar a vida ou tirá-la? Eles permaneceram em silêncio. - Ele, porém, encarando-os com indignação, tanto o afligia a dureza de seus corações, disse ao homem: Estende a tua mão. Ele a estendeu e ela se tornou sã.
Logo os fariseus saíram e se reuniram contra ele em conciliábulo com os herodianos, sobre o meio de o perderem. - Mas, Jesus se retirou com seus discípulos para o mar, acompanhando-o grande multidão de povo da Galiléia e da Judéia – de Jerusalém, da Iduméia e de além Jordão; e os das cercanias de Tiro e de Sídon, tendo ouvido falar das coisas que ele fazia, vieram em grande número ao seu encontro. (S. Marcos, cap. III, vv. 1 a 8.)

6) A mulher curada
19. - Todos os dias de sábado Jesus ensinava numa sinagoga. - Um dia, viu ali uma mulher possuída de um Espírito que a punha doente, havia dezoito anos; era tão curvada, que não podia olhar para cima. - Vendo-a, Jesus a chamou e lhe disse: Mulher, estás livre da tua enfermidade. - Impôs-lhe ao mesmo tempo as mãos e ela, endireitando-se, rendeu graças a Deus.
Mas, o chefe da sinagoga, indignado por haver Jesus feito uma cura em dia de sábado, disse ao povo: Há seis dias destinados ao trabalho; vinde nesses dias para serdes curados e não nos dias de sábado.
O Senhor, tomando a palavra, disse-lhe: Hipócrita, qual de vós não solta da carga o seu boi ou seu jumento em dia de sábado e não o leva a beber? - Por que então não se deveria libertar, em dia de sábado, dos laços que a prendiam, esta filha de Abraão, que Satanás conservara atada durante dezoito anos?
A estas palavras, todos os seus adversários ficaram confusos e todo o povo encantado de vê-lo praticar tantas ações gloriosas. (S. Lucas, cap. XIII, vv. 10 a 17.)

7) O paralítico da piscina
21. - Depois disso, tendo chegado a festa dos judeus, Jesus foi a Jerusalém. Ora, havia em Jerusalém a piscina das ovelhas, que se chama em hebreu Betesda, a qual tinha cinco galerias - onde, em grande número, se achavam deitados doentes, cegos, coxos e os que tinham ressecados os membros, todos à espera de que as águas fossem agitadas - Porque, o anjo do Senhor, em certa época, descia àquela piscina e lhe movimentava a água e aquele que fosse o primeiro a entrar nela, depois de ter sido movimentada a água, ficava curado, qualquer que fosse a sua doença.
Ora, estava lá um homem que se achava doente havia trinta e oito anos. - Jesus, tendo-o visto deitado e sabendo-o doente desde longo tempo, perguntou-lhe: Queres ficar curado? - O doente respondeu: Senhor, não tenho ninguém que me lance na piscina depois que a água for movimentada; e, durante o tempo que levo para chegar lá, outro desce antes de mim. - Disse-lhe Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e vai-te. - No mesmo instante o homem se achou curado e, tomando de seu leito, pôs-se a andar. Ora, aquele dia era um sábado.
Disseram então os judeus ao que fora curado: Não te é permitido levares o teu leito. - Respondeu o homem: Aquele que me curou disse: Toma o teu leito e anda. - Perguntaram-lhe eles então: Quem foi esse que te disse: Toma o teu leito e anda? - Mas, nem mesmo o que fora curado sabia quem o curara, porquanto Jesus se retirara do meio da multidão que lá estava.
Depois, encontrando aquele homem no templo, Jesus lhe disse: Vês que foste curado; não tornes de futuro a pecar, para que te não aconteça coisa pior.
O homem foi ter com os judeus e lhes disse que fora Jesus quem o curara. – Era por isso que os judeus perseguiam a Jesus, porque ele fazia essas coisas em dia de sábado. - Então, Jesus lhes disse: Meu Pai não cessa de obrar até ao presente e eu também obro incessantemente. (S. João, cap. V, vv. 1 a 17.)

8) Cego de nascença
24. - Ao passar, viu Jesus um homem que era cego desde que nascera; - e seus discípulos lhe fizeram esta pergunta: Mestre, foi pecado desse homem, ou dos que o puseram no mundo, que deu causa a que ele nascesse cego? - Jesus lhes respondeu: Não é por pecado dele, nem dos que o puseram no mundo; mas, para que nele se patenteiem as obras do poder de Deus. É preciso que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem depois a noite, na qual ninguém pode fazer obras. – Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
Tendo dito isso, cuspiu no chão e, havendo feito lama com a sua saliva, ungiu com essa lama os olhos do cego - e lhe disse: Vai lavar-te na piscina de Siloé, que significa Enviado. Ele foi, lavou-se e voltou vendo claro.Seus vizinhos e os que o viam antes a pedir esmolas diziam: Não é este o que estava assentado e pedia esmola? Uns respondiam: É ele; outros diziam: Não, é um que se parece com ele. O homem, porém, lhes dizia: Sou eu mesmo. - Perguntaram-lhe então: Como se te abriram os olhos? - Ele respondeu: Aquele homem que se chama Jesus fez um pouco de lama e passou nos meus olhos, dizendo: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo. - Disseram--lhe: Onde está ele? Respondeu o homem: Não sei.
Levaram então aos fariseus o homem que estivera cego. - Ora, fora num dia de sábado que Jesus fizera aquela lama e lhe abrira os olhos.
Também os fariseus o interrogaram para saber como recobrara a vista. Ele lhes disse: Ele me pôs lama nos olhos, eu me lavei e vejo. - Ao que alguns fariseus retrucaram: Esse homem não é enviado de Deus, pois que não guarda o sábado. Outros, porém, diziam: Como poderia um homem mau fazer prodígios tais? Havia, a propósito, dissensão entre eles.
Disseram de novo ao que fora cego: E tu, que dizes desse homem que te abriu os olhos? Ele respondeu: Digo que é um profeta. - Mas, os judeus não acreditaram que aquele homem houvesse estado cego e que houvesse recobrado a vista, enquanto não fizeram vir o pai e a mãe dele - e os interrogaram assim: É este o vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como é que ele agora vê? - O pai e a mãe responderam: Sabemos que esse é nosso filho e que nasceu cego; - não sabemos, porém, como agora vê e tampouco sabemos quem lhe abriu os olhos. Interrogai-o; ele já tem idade, que responda por si mesmo.
Seu pai e sua mãe falavam desse modo, porque temiam os judeus, visto que estes já haviam resolvido em comum que quem quer que reconhecesse a Jesus como sendo o Cristo seria expulso da sinagoga. - Foi o que obrigou o pai e a mãe do rapaz a responderem: Ele já tem idade; interrogai-o.
Chamaram segunda vez o homem que estivera cego e lhe disseram: Glorifica a Deus; sabemos que esse homem é um pecador. Ele lhes respondeu: Se é um pecador, não sei, tudo o que sei é que estava cego e agora vejo. - Tornaram a perguntar-lhe: Que te fez ele e como te abriu os olhos? - Respondeu o homem: Já vo-lo disse e bem o ouvistes; por que quereis ouvi-lo segunda vez? Será que queirais tornar-vos seus discípulos? - Ao que eles o carregaram de injúrias e lhe disseram: Sê tu seu discípulo; quanto a nós, somos discípulos de Moisés. - Sabemos que Deus falou a Moisés, ao passo que este não sabemos donde saiu.
O homem lhes respondeu: É de espantar que não saibais donde ele é e que ele me tenha aberto os olhos. - Ora, sabemos que Deus não exalça os pecadores; mas, àquele que o honre e faça a sua vontade, a esse Deus exalça. - Desde que o mundo existe, jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. - Se esse homem não fosse um enviado de Deus, nada poderia fazer de tudo o que tem feito.
Disseram-lhe os fariseus: Tu és todo pecado, desde o ventre de tua mãe, e queres ensinar-nos a nós? E o expulsaram. (S. João, cap. IX, vv. 1 a 34.)

9) Possessos

29. - Vieram em seguida a Cafarnaum e Jesus, entrando primeiramente, em dia de sábado, na sinagoga, os instruía. - Admiravam-se da sua doutrina, porque ele os instruía como tendo autoridade e não como os escribas.
Ora, achava-se na sinagoga um homem possesso de um Espírito impuro, que exclamou: - Que há entre ti e nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és: és o santo de Deus. - Jesus, porém, falando-lhe ameaçadoramente, disse: Cala-te e sai desse homem. - Então, o Espírito impuro, agitando o homem em violentas convulsões, saiu dele.
Ficaram todos tão surpreendidos que uns aos outros perguntavam: Que é isto?
Que nova doutrina é esta? Ele dá ordem com império, até aos Espíritos impuros, e estes lhe obedecem. (S. Marcos, cap. I, vv. 21 a 27.)

10) Possessos

30. - Tendo eles saído, apresentaram-lhe um homem mudo, possesso do demônio. - Expulso o demônio o mudo falou e o povo, tomado de admiração, dizia: Jamais se viu coisa semelhante em Israel.
Mas os fariseus, ao contrário, diziam: É pelo príncipe dos demônios que ele expele os demônios. (S. Mateus, capítulo IX, vv. 32 a 34.)

11) Possessos

31. - Quando ele foi vindo ao lugar onde estavam os outros discípulos, viu emtorno destes uma grande multidão de pessoas e muitos escribas que com eles disputavam. - Logo que deu com Jesus, todo o povo se tomou de espanto e temor e correram todos a saudá-lo.
Perguntou ele então: Sobre que disputáveis em assembléia? - Um homem, do meio do povo, tomando a palavra, disse: Mestre, trouxe-te meu filho, que está possesso de um Espírito mudo; - em todo lugar onde dele se apossa, atira-o por terra e o menino espuma, rilha os dentes e se torna todo seco. Pedi a teus discípulos que o expulsassem, mas eles não puderam.
Disse-lhes Jesus: Oh! gente incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos suportarei? Trazei-mo. - Trouxeram-lho e ainda não havia ele posto os olhos em Jesus, e o Espírito entrou a agitá-lo violentamente; ele caiu no chão e se pôs a rolar espumando.
Jesus perguntou ao pai do menino: Desde quando isto lhe sucede? – Desde pequenino, diz o pai. - E o Espírito o tem lançado, muitas vezes, ora à água, ora ao fogo, para fazê-lo perecer; se alguma coisa puderes, tem compaixão de nós e socorrenos.
Respondeu-lhe Jesus: Se puderes crer, tudo é possível àquele que crê. – Logo exclamou o pai do menino, banhado em lágrimas: Senhor, creio, ajuda-me na minha incredulidade.
Jesus, vendo que o povo acorria em multidão, falou em tom de ameaça ao Espírito impuro, dizendo-lhe: Espírito surdo e mudo sai desse menino e não entres mais nele. - Então, o Espírito, soltando grande grito e agitando o menino em violentas convulsões, saiu, ficando como morto o menino, de sorte que muitos diziam que ele morrera. – Mas Jesus, tomando-lhe as mãos e amparando-o, fê-lo levantar-se.
Quando Jesus voltou para casa, seus discípulos lhe perguntaram, em particular: Por que não pudemos nós expulsar esse demônio? - Ele respondeu: Os demônios desta espécie não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum. (S. Marcos, cap. IX, vv. 13 a 28.).

12) Possessos

32. - Apresentaram-lhe então um possesso cego e mudo e ele o curou, de modo que o possesso começou a falar e a ver: - Todo o povo ficou presa de admiração e dizia: Não é esse o filho de David?
Mas os fariseus, isso ouvindo, diziam: Este homem expulsa os demônios com o auxílio de Belzebu, príncipe dos demônios.
Jesus, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Todo reino que se dividir contra si mesmo será arruinado e toda cidade ou casa que se divide contra si mesma não pode subsistir. - Se Satanás expulsa a Satanás, ele está dividido contra si mesmo, como, pois, o seu reino poderá subsistir? - E, se é por Belzebu que eu expulso os demônios, por quem os expulsarão vossos filhos? Por isso, eles próprios serão os vossos juizes. - Se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é que o reino de Deus veio até vós. (S. Mateus, cap. XII, 22 a 28.)

13) Ressurreições

A filha de Jairo
37. - Tendo Jesus passado novamente, de barca, para a outra margem, logo que desembarcou, grande multidão se lhe apinhou ao derredor. Então, um chefe de sinagoga, chamado Jairo, veio ao seu encontro e, ao aproximar-se dele, se lhe lançou aos pés, - a suplicar com grande instância, dizendo: Tenho urna filha que está no momento extremo; vem impor-lhe as mãos para a curar e lhe salvar a vida.
Jesus foi com ele, acompanhado de grande multidão, que o comprimia.
Quando Jairo ainda falava, vieram pessoas que lhe eram subordinadas e lhe disseram: Tua filha está morta; por que hás de dar ao Mestre o incômodo de ir mais longe? - Jesus, porém, ouvindo isso, disse ao chefe da sinagoga: Não te aflijas, crê apenas. - E a ninguém permitiu que o acompanhasse, senão a Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.
Chegando a casa do chefe da sinagoga, viu ele uma aglomeração confusa de pessoas que choravam e soltavam grandes gritos. - Entrando, disse-lhes ele: Por que fazeis tanto alarido e por que chorais? Esta menina não está morta, está apenas adormecida. - Zombavam dele. Tendo feito que toda a gente saísse, chamou o pai e mãe da menina e os que tinham vindo em sua companhia e entrou no lugar onde a menina se achava deitada. - Tomou-lhe a mão e disse: Talitha cumi, isto é: Minha filha, levanta-te, eu to ordeno. - No mesmo instante a menina se levantou e se pôs a andar, pois contava doze anos, e ficaram todos maravilhados e espantados. (S. Marcos, cap. V, vv. 21 a 43.)

14) Ressurreições

Filho da viúva de Naim
38. - No dia seguinte, dirigiu-se Jesus para uma cidade chamada Naim; acompanhavam-no seus discípulos e grande multidão de povo. - Quando estava perto da porta da cidade, aconteceu que levavam a sepultar um morto, que era filho único de sua mãe e essa mulher era viúva; estava com ela grande número de pessoas da cidade. - Tendo-a visto, o Senhor se tomou de compaixão para com ela e lhe disse: Não chores. - Depois, aproximando-se, tocou o esquife e os que o conduziam pararam. Então, disse ele: Mancebo, levanta-te, eu o ordeno. - Imediatamente, o moço se sentou e começou a falar. E Jesus o restituiu à sua mãe.
Todos os que estavam presentes ficaram tomados de espanto e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo. O rumor desse milagre que ele fizera se espalhou por toda a Judéia e por todas as regiões circunvizinhas. (S. Lucas, cap. VII, vv. 11 a 17.)

15) Jesus caminha sobre a água
41. - Logo, fez Jesus que seus discípulos tomassem a barca e passassem para a outra margem antes dele, que ficava a despedir o povo. - Depois de o ter despedido, subiu a um monte para orar e, tendo caído a noite, achou-se ele sozinho naquele lugar.
Entrementes, a barca era fortemente açoitada pelas ondas, em meio do mar, por ser contrário o vento. - Mas, na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando por sobre o mar.
- Quando eles o viram andando sobre o mar, turbaram-se e diziam: É um fantasma e se puseram a gritar amedrontados. Jesus então lhes falou dizendo:
Tranqüilizai-vos, sou eu, não tenhais medo.
Pedro lhe respondeu: Senhor, se és tu, manda que eu vá ao teu encontro, caminhando sobre as águas. Disse-lhe Jesus: Vem. Pedro, descendo da barca, caminhava sobre a água, ao encontro de Jesus. Mas, vindo um grande vento, ele teve medo; e como começasse a submergir, clamou: Senhor, salva-me. Logo, Jesus, estendendo-lhe a mão, disse: Homem de pouca fé! por que duvidaste? - E, tendo subido para a barca, cessou o vento. - Então, os que estavam na barca, aproximando-se dele o adoraram, dizendo: És verdadeiramente filho de Deus, (S. Mateus, cap. XIV, vv. 22 a 33.)

16)Transfiguração

43. - Seis dias depois, tendo chamado de parte a Pedro, Tiago e João, Jesus os levou consigo a um alto monte afastado e se transfigurou diante deles. – Enquanto orava, seu rosto pareceu inteiramente outro; suas vestes se tornaram brilhantemente luminosas e brancas qual a neve, como não há pisoeiro na Terra que possa fazer alguma tão alva. - E eles viram aparecer Elias e Moisés, a entreter palestra com Jesus.
Então, disse Pedro a Jesus: Mestre, estamos bem aqui; façamos três tendas: uma para ti, outra para Moisés, outra para Elias. - É que ele não sabia o que dizia, tão espantado estava.
Ao mesmo tempo, apareceu uma nuvem que os cobriu; e, dessa nuvem, uma voz partiu, fazendo ouvir estas palavras: Este é meu Filho bem-amado; escutai-o.
Logo, olhando para todos os lados, a ninguém mais viram, senão a Jesus, que ficara a sós com eles.
Quando desciam do monte, ordenou-lhes ele que a ninguém falassem do que tinham visto, até que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos. - E eles conservaram em segredo o fato, inquirindo uns dos outros o que teria ele querido dizer com estas palavras: Até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dentre os mortos. (S. Marcos, cap. IX, vv. 1 a 9.)

17) Tempestade aplacada

45. - Certo dia, tendo tomado uma barca com seus discípulos, disse-lhes ele: Passemos à outra margem do lago. Partiram então. Durante a travessia, ele adormeceu. - Então, um grande turbilhão de vento se abateu de súbito sobre o lago, de sorte que, enchendo-se dágua a barca, eles se viam em perigo. Aproximaram-se, pois, dele e o despertaram, dizendo-lhe: Mestre, perecemos. Jesus, levantando-se, falou, ameaçador, aos ventos e às ondas agitadas e uns e outras se aplacaram, sobrevindo grande calma. Ele então lhes disse: Onde esta a vossa fé? Eles, porém, cheios de temor e admiração, perguntavam uns aos outros: Quem é este que assim dá ordens ao vento e às ondas, e eles lhe obedecem? (São Lucas, cap. VIII, vv. 22 a 25.)

18) Bodas de Cana
47. - Este milagre, referido unicamente no Evangelho de S. João, é apresentado como o primeiro que Jesus operou e nessas condições, devera ter sido um dos mais notados.
Entretanto, bem fraca impressão parece haver produzido, pois que nenhum outro evangelista dele trata. Fato não extraordinário era para deixar espantados, no mais alto grau, os convivas e, sobretudo, o dono da casa, os quais, todavia, parece que não o perceberam.
Considerado em si mesmo, pouca importância tem o fato, em comparação com os que, verdadeiramente, atestam as qualidades espirituais de Jesus. Admitido que as coisas hajam ocorrido, conforme foram narradas, e de notar-se seja esse, de tal gênero, o único fenômeno que se tenha produzido.
Jesus era de natureza extremamente elevada, para se ater a efeitos puramente materiais, próprios apenas a aguçar a curiosidade da multidão que, então, o teria nivelado a um mágico. Ele sabia que as coisas úteis lhe conquistariam mais simpatias e lhe granjeariam mais adeptos, do que as que facilmente passariam por fruto de grande habilidade e destreza (nº 27).
Se bem que, a rigor, o fato se possa explicar, até certo ponto, por uma ação fluídica que houvesse, como o magnetismo oferece muitos exemplos, mudado as propriedades da água, dando-lhe o sabor do vinho, pouco provável é se tenha verificado semelhante hipótese, dado que, em tal caso, a água, tendo do vinho unicamente o sabor, houvera conservado a sua coloração, o que não deixaria de ser notado. Mais racional é se reconheça aí unia daquelas parábolas tão freqüentes nos ensinos de Jesus, como a do filho pródigo, a do festim de bodas, do mau rico, da figueira que secou e tantas outras que, todavia, se apresentam com caráter de fatos ocorridos. Provavelmente, durante o repasto, terá ele aludido ao vinho e à água, tirando de ambos um ensinamento.Justificam esta opinião as palavras que a respeito lhe dirige o mordomo: «Toda gente serve em primeiro lugar o vinho bom e, depois que todos o têm bebido muito, serve o menos fino; tu, porém, guardas até agora o bom vinho.»
Entre duas hipóteses, deve-se preferir a mais racional e os espíritas não são tão crédulos que por toda parte vejam manifestações, nem tão absolutos em suas opiniões, que pretendam explicar tudo por meio dos fluidos.
19) Multiplicação dos pães
48. - A multiplicação dos pães é um dos milagres que mais têm intrigado os comentadores e alimentado, ao mesmo tempo, as zombarias dos incrédulos. Sem se darem ao trabalho de lhe perscrutar o sentido alegórico, para estes últimos ele não passa de um conto pueril. Entretanto, a maioria das pessoas sérias há visto na narrativa desse fato, embora sob forma diferente da ordinária, uma parábola, em que se compara o alimento espiritual da alma ao alimento do corpo.
Pode-se, todavia, perceber nela mais do que uma simples figura e admitir, de certo ponto de vista, a realidade de um fato material, sem que, para isso, seja preciso se recorra ao prodígio. É sabido que uma grande preocupação de espírito, bem como a atenção fortemente presa a uma coisa fazem esquecer a fome. Ora, os que acompanhavam a Jesus eram criaturas ávidas de ouvi-lo; nada há, pois, de espantar em que, fascinadas pela sua palavra e também, talvez, pela poderosa ação magnética que ele exercia sobre os que o cercavam, elas não tenham experimentado a necessidade material de comer.
Prevendo esse resultado, Jesus nenhuma dificuldade teve para tranqüilizar os discípulos, dizendo-lhes, na linguagem figurada que lhe era habitual e admitido que realmente houvessem trazido alguns pães, que estes bastariam para matar a fome à multidão. Simultaneamente, ministrava aos referidos discípulos um ensinamento, com o lhes dizer: «Dai-lhes vós mesmos de comer.» Ensinava-lhes assim que também eles podiam alimentar por meio da palavra.
Desse modo, a par do sentido moral alegórico, produziu-se um efeito fisiológico, natural e muito conhecido. O prodígio, no caso, está no ascendente da palavra de Jesus, poderosa bastante para cativar a atenção de uma multidão imensa, ao ponto de fazê-la esquecer-se de comer. Esse poder moral comprova a superioridade de Jesus, muito mais do que o fato puramente material da multiplicação dos pães, que tem de ser considerada como alegoria.
Esta explicação, aliás, o próprio Jesus a confirmou nas duas passagens seguintes.

20) O fermento dos fariseus
49. - Ora, tendo seus discípulos passado para o outro lado do mar, esqueceram-se de levar pães. - Jesus lhes disse: Tende o cuidado de precatar-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus. - Eles, porém, pensavam e diziam entre si: É porque não trouxemos pães.
Jesus, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Homens de pouca fé, por que haveis de estar cogitando de não terdes trazido pães? Ainda não compreendeis e não vos lembrais quantos cestos levastes? - Como não compreendereis que não é do pão que eu vos falava, quando disse que vos guardásseis do fermento dos fariseus e saduceus?Eles então compreenderam que ele não lhes dissera que se preservassem do fermento que se põe no pão, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus. (S. Mateus, cap. XVI, vv. 5 a 12.)

21) O pão do céu
50. - No dia seguinte, o povo, que permanecera do outro lado do mar, notou que lá não chegara outra barca e que Jesus não entrara na que seus discípulos tomaram, que os discípulos haviam partido sós - e como tinham chegado depois outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde o Senhor, após render graças, os alimentara com cinco pães; - e como verificassem por fim que Jesus não estava lá, tampouco seus discípulos, entraram naquelas barcas e foram para Cafarnaum, em busca de Jesus. - E, tendo-o encontrado além do mar, disseram-lhe: Mestre, quando vieste para cá?
Jesus lhes respondeu: Em verdade, em verdade vos digo que me procurais, não por causa dos milagres que vistes, mas por que eu vos dei pão a comer e ficastes saciados. -Trabalhai por ter, não o alimento que perece, mas o que dura para a vida eterna e que o Filho do Homem vos dará, porque foi nele que Deus, o Pai, imprimiu seu selo e seu caráter.Perguntaram-lhe eles: Que devemos fazer para produzir obras de Deus? - Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é que creiais no que ele enviou.
Perguntaram-lhe então: Que milagre operarás que nos faça crer, vendo-o? Que farás de extraordinário? - Nossos pais comeram o maná no deserto, conforme está escrito: Ele lhes deu de comer o pão do céu.
Jesus lhes respondeu: Em verdade, em verdade vos digo que Moisés não vos deu o pão do céu; meu Pai é quem dá o verdadeiro pão do céu, - porquanto o pão de Deus é aquele que desceu do céu e que dá vida ao mundo.
Disseram eles então: Senhor, dá-nos sempre desse pão.
Jesus lhes respondeu: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome e aquele que em mim crê não terá sede. - Mas, eu já vos disse: vós me tendes visto e não credes.
Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim tem a vida eterna. - Eu sou o pão da vida. - Vossos pais comeram o maná do deserto e morreram. – Aqui está o pão que desceu do céu, a fim de que quem dele comer não morra. (S. João, cap. VI, vv. 22-36 e 47-50.).

Como bem podemos verificar, na matéria aqui exposta, em apenas duas oportunidades: (“Cego de Betsaida - Tomando o cego pela mão, ele o levou para fora do burgo, passou-lhe saliva nos olhos e, havendo-lhe imposto as mãos, lhe perguntou se via alguma coisa; e, A mulher curada - Vendo-a, Jesus a chamou e lhe disse: Mulher, estás livre da tua enfermidade. - Impôs-lhe ao mesmo tempo as mãos e ela, endireitando-se, rendeu graças a Deus”), das 21 ações de Jesus aqui descritas, somente em 2 (duas) oportunidades, podemos constatar a narrativa de que Jesus se utilizou dessa forma de efetuar suas curas, mesmo assim, o que eles não dão destaque é que Jesus, passa a saliva diretamente nos olhos do cego, ou seja, no órgão causador da dificuldade do irmão curado, Mc 8,23 e Jo 9,6. Nas duas vezes em que impôs as mãos, Ele se utilizou de outros procedimentos, ou seja, numa passou antes saliva nos olhos do cego e na outra, falou antes para a mulher que ela estava curada, em todas as outras, não temos esse tipo de procedimento pelo Mestre de Nazaré, que como bem nos diz Allan Kardec, em “A Gênese”, não precisava de qualquer outro subterfúgio senão o de ordenar ao espírito que seguisse seu caminho, e não voltasse a transgredir as Leis de Deus.

Quarta Parte
Vamos agora, buscar na codificação, as instruções dos Espíritos Superiores para que entendamos definitivamente, a incomensurável distância que nos separa desse que é o exemplo a ser seguido por todos nós, sem que pretendamos fazer o que ELE fez e agir como ele agiu, para realizar suas proezas, pois, Jesus pertence à categoria dos Espíritos Puros.


Superioridade da natureza de Jesus

Olivro dos Espíritos – pergunta 625.
Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?
“Jesus.”

A Gênese, FEB 36ª Edição, Cap. XV.
1. – “Os fatos que o Evangelho relata e que foram até hoje considerados milagrosos pertencem, na sua maioria, à ordem dos fenômenos psíquicos, isto é, dos que têm como causa primária as faculdades e os atributos da alma. Confrontando-os com os que ficaram descritos e explicados no capítulo precedente, reconhecer-se-á sem dificuldade que há entre eles identidade de causa e de efeito. A História registra outros análogos, em todos os tempos e no seio de todos os povos, pela razão de que, desde que há almas encarnadas e desencarnadas, os mesmos efeitos forçosamente se produziram. Pode-se, é certo, contestar, no que concerne a este ponto, a veracidade da História; mas, hoje, eles se produzem às nossas vistas e, por assim dizer, à vontade e por indivíduos que nada têm de excepcionais. O só fato da reprodução de um fenômeno, em condições idênticas, basta para provar que ele é possível e se acha submetido a uma lei, não sendo, portanto, miraculoso.
O princípio dos fenômenos psíquicos repousa, como já vimos, nas propriedades do fluido perispiritual, que constituí o agente magnético; nas manifestações da vida espiritual durante a vida corpórea e depois da morte; e, finalmente, no estado constitutivo dos Espíritos e no papel que eles desempenham como força ativa da Natureza. Conhecidos estes elementos e comprovados os seus efeitos, tem-se, como conseqüência, de admitir a possibilidade de certos fatos que eram rejeitados enquanto se lhes atribuía uma origem sobrenatural.

2. - Sem nada prejulgar quanto à natureza do Cristo, natureza cujo exame não entra no quadro desta obra, considerando-o apenas um Espírito superior, não podemos deixar de reconhecê-lo um dos de ordem mais elevada e colocado, por suas virtudes, muitíssimo acima da humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que produziu, a sua encarnação neste mundo forçosamente há de ter sido uma dessas missões que a Divindade somente a seus mensageiros diretos confia, para cumprimento de seus desígnios. Mesmo sem supor que ele fosse o próprio Deus, mas unicamente um enviado de Deus para transmitir sua palavra aos homens, seria mais do que um profeta, porquanto seria um Messias divino.
Como homem, tinha a organização dos seres carnais; porém, como Espírito puro, desprendido da matéria, havia de viver mais da vida espiritual, do que da vida corporal, de cujas fraquezas não era passível. A sua superioridade com relação aos homens não derivava das qualidades particulares do seu corpo, mas das do seu Espírito, que dominava de modo absoluto a matéria e da do seu perispírito, tirado da parte mais quintessenciada dos fluidos terrestres (cap. XIV, nº 9). Sua alma, provavelmente, não se achava presa ao corpo, senão pelos laços estritamente indispensáveis. Constantemente desprendida, ela decerto lhe dava dupla vista, não só permanente, como de excepcional penetração e superior de muito à que de ordinário possuem os homens comuns. O mesmo havia de dar-se, nele, com relação a todos os fenômenos que dependem dos fluidos perispirituais ou psíquicos. A qualidade desses fluidos lhe conferia imensa forca magnética, secundada pelo incessante desejo de fazer o bem.
Agiria como médium nas curas que operava? Poder-se-á considerá-lo poderoso médium curador? Não, porquanto o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados e o Cristo não precisava de assistência, pois que era ele quem assistia os outros. Agia por si mesmo, em virtude do seu poder pessoal, como o podem fazer, em certos casos, os encarnados, na medida de suas forças. Que Espírito, ao demais, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de os transmitir? Se algum influxo estranho recebia, esse só de Deus lhe poderia vir. Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus”.

Conforme relato acima, não dá para comparar os feito de Jesus com os de qualquer ser humano, por mais adiantado que este possa ser, Jesus é único, “Se algum influxo estranho recebia, esse só de Deus lhe poderia vir.”, se é possível se admitir que ELE, poderia receber algum “influxo” de Deus, conforme narrativa acima, como é possível a nós ignorarmos a inspiração para nossa orientação que nos são passadas pelos abnegados trabalhadores da Seara do Mestre de Nazaré, na prática do bem e da caridade?.
Quinta Parte
Conclusão: Respeitando as opiniões em contrário, de quantos não concordarem conosco, temos o dever de dizer que nossos argumentos estão fundamentados na doutrina espírita, e que por essa razão, optamos por ficar com Kardec, e com os Espíritos Superiores, nas matérias aqui expostas, contidas na Codificação e nas obras auxiliares de reconhecido conteúdo doutrinário, em razão disso, não podemos aceitar simples opiniões pessoais de quem quer que seja, como tendo o mesmo peso dos ensinos dos prepostos de Jesus.Para finalizar, solicitamos atenção para nossas observações seguintes:
a) Em primeiro lugar, precisamos dedicar todo esforço possível na necessária preparação para o exercício da nobre tarefa da mediunidade em todos os sentidos, pelo estudo sério e constante do espiritismo, como sendo o compromisso maior que assumimos com a doutrina que dizemos professar.

b) Que no caso específico da Cura pelo Passe, conforme esclarecimentos aqui expostos, retirados dos ensinos ministrados pelos Espíritos Superiores na doutrina espírita, devemos sim, movimentar as mãos, em direção aos órgãos em desequilíbrio do irmão à nossa frente, sintonizados com a equipe Espiritual Superior, responsável pelas tarefas em desenvolvimento, que nos assistirão, inspirando-nos a fazer este ou aquele movimento visando o restabelecimento da normalidade do órgão em desequilíbrio no irmão assistido.

Que Jesus nos sustente nas obras do bem com sua doce e sublime Paz, hoje e sempre.


Francisco Rebouças